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Perguntas à procura de resposta

Há algumas coisas que me intrigam e para as quais não tenho resposta.
A propósito do golpe de estado de S. Tomé, veio à baila a questão do fecho do aeroporto, que parece que é uma coisa que acontece sempre que há qualquer revolução.
Mas como é que se fecha um aeroporto?
Coloca-se uma corrente com cadeado a fechar a pista? Correm-se as persianas da torre de controle? Abandona-se o aeroporto e o último apaga as luzes?
ajp

S. Tomé

Ver para crer como em S. Tomé...
Vê-se e não se percebe. A simples ameaça de que o petróleo poderia mudar, pramelhor, o rumo da vida dos sãotomenses, que como se sabe, em número, dariam para encher os dois novos estádios de futebol de Lisboa, ou em medidas antigas, o antigo estádio da Luz em dia de enchente, largou na incerteza e talvez num caos, aquilo que poderia ter sido um pequeno paraíso calmo e próspero. Poderia assim fugir do destino trágico e sem visão, que o sistema colonial o foi condenando. No romance Equador, escrito pelo Miguel Sousa Tavares, pode-se ter uma aproximação do que foram os primórdios desta colonização exemplar portuguesa, e das formas absurdas que desde os tempos finais da monarquia e até meados da década de '50, ajudaram a conduzir a esta situação.
S. Tomé e Príncipe, de alguma forma vinha desenvolvendo um sistema democrático, pluripartidário, apoiado pelas organizações internacionais, que alimentavam a esperança de uns tempos melhores. Em que a riqueza …

Afinal ela não se divorcia

Ainda bem. Fico mais descansado.
Segundo uma revista da socialite, afinal a Alexandra Lencastre não se vai divorciar. A coisa pode resolver-se a contento dos dois, com umas férias intensas, mas sozinhos. E com muita conversa, e o que mais lhes fizer falta, a coisa pode recompor-se. E isto seria bom para todos. A actriz continuava a bem representar e o promotor de programas de TV, continuará a encher as nossas noites televisivas.
O problema maior será se a comunicação social resolve estar presente e dar-nos a continuação desta telenovela da vida real, quem sabe se em directo, num qualquer Big Brother, que decerto destronará qualquer concorrência das televisões. Ou será que isto não passa de um golpe publicitário da Endemol para vender um novo produto?
Ameace divorciar-se, que nós promoveremos a reconciliação!
ajp

Petróleo em S. Tomé

Chegou o petróleo a S. Tomé e Príncipe!
País pequeno e tradicionalmente pobre, dependente da cultura do cacau, não pode ter petróleo. Ou seja, com uma democracia débil, ter petróleo, será o fim de uma vida em paz. Daí este Golpe de Estado. E a dependência das culturas agrícolas passará para a completa dependência deste país, das grandes empresas exploradoras do fundo dos mares.
E antes que a riqueza chegue é preciso repor a linha de partida para a grande corrida ao ouro negro. É a vida,... que dificilmente será pramelhor.
ajp

Jet7

Sobre o Jet7 e o voyeurismo da nossa sociedade, tão oca quanto ávida do que de exterior a possa, supostamente, preencher, aqui fica apenas uma nota: a de que, felizmente, as histórias cor-de-rosa representam apenas e tão só uma minoria da população. Já repararam o que seria se tivéssemos que viver todos sujeitos a máquinas fotográficas, écrans, luzes e alaridos?
É tão confortante partilhar apenas na intimidade dos que nos são queridos as nossas proezas e façanhas, por pequenas que sejam, mas com o sabor da discreta cumplicidade dos nossos íntimos (e) amigos...
CC

Tudo sobre o divórcio da Alexandra Lencastre...

Este é um dos títulos sensacionalistas das revistas do Jet [qualquer número] desta semana.
São alguns dos modelos de vida que nos são expostos, de uma forma alegre, talvez até com patrocínios.
Estas revistas cor-de-rosa, e os programas de TV equivalentes, passam o tempo a mostrar-nos modelos de pessoas, ricas e bonitas, e se são bonitas têm de ser ricas... que fazem as delícias de qualquer homem ou mulher.
Cá no meu interior (se calhar sem dar mostras disso exteriormente) como eu gostaria de ser uma dessas pessoas. Não só porque passam o tempo em festas, fazem filmes ou telenovelas, e parece que não têm mais nenhuma coisa com que se ralar.
É certo que passam o tempo a casar-se e a descasar-se... quem o não tiver feito pelo menos meia dúzia de vezes até parece que não tem direito a aparecer.
Por outro lado, têm um tempo de namoro muito pequeno, porque mudam de parceiro quase como se muda a roupa de uma estação.
Basta acompanhar as capas de um ano destas revistas para nos darmos conta…

Compay Segundo

Há dias, ou noites, especialmente as noites mágicas, que nos marcam para a vida. Foi isso mesmo que me aconteceu, e mais alguns amigos, numa noite em Lisboa a ouvir Compay Segundo.
Depois de conhecer o disco, Buena Vista Social Club e o filme do Wim Wenders, com o mesmo nome, ficamos com a ideia do tempo que foi perdido pelo mundo, em especial pelos que gostam de boa música, pelo facto de não nos ter chegado mais cedo notícias daquelas músicas.
E quantos músicos e artistas mais andarão por aí, apenas conhecidos de alguns, sem que a sua qualidade chegue ao grande público?
Hoje chegou a notícia da morte de Compay Segundo.
O que nos vale é que a sua música e a sua memória estão para além da morte!
ajp