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S. Tomé

E a indefinição continua.
Discute-se, discute-se, talvez a repartição das futuras riquezas. A maldição do petróleo em África, continuará a tornar ainda mais pobre os países que aí depositam a esperança de um futuro promissor. Mas a experiência conhecida de outros países com a mesma maldição como Angola ou a Nigéria não auguram nada de bom a quem se prepara para se juntar à OPEP. E o exemplo recente do que foi a experiência de produtor de petróleo para os iraquianos só vem dar razão à ideia de que os países que fazem depender o seu futuro daquilo que se tira do fundo da terra ou do mar e que aí não chegou através de qualquer plantação, é como ter um mar cheio de peixes, a que por falta de iniciativa e de conhecimento não os conseguimos aproveitar para a alimentação.
E um país como S. Tomé e Princípe teria necessidade de ter um exército? Não lhe bastava uma polícia?
ajp

Assim

Este advérbio converteu-se na coqueluche do português. Não há quem o não utilize a propósito e a despropósito de tudo. Parece que já se encontra na língua portuguesa desde 1192, mas creio que nunca como agora, tem tido uma utilização tão intensa.
“É assim…”
“porque é assim” ou abreviado “poqu’é assim”
“eu disse-lhe assim”
“Portanto, é assim…”
“O que eu queria dizer era assim”
“Acho que é assim…”
“O que é que se passou? É assim…”


Será, que por influência dos meios audiovisuais teremos de utilizar assim, para o início de tudo o que dizemos?
Esta muleta da linguagem, repetida até à exaustão, em qualquer discurso directo, faz lembrar a introdução na linguagem do português corrente, logo após o 25 de Abril 74 o “”. Nessa altura, era um bordão que acompanhava também quase todas as conversas.
Lembro-me ainda da utilização do “início” ou “fim de citação”, quando se pretendia deixar claro que o que tinha sido dito não era da nossa lavra mas sim uma citação de algo dito ou escrito por outra p…

Começou a Super Liga!

Não há dúvida, já começou a Super Liga!
Anda ainda o Sporting a comprar um bom jogador para lhe tomar conta da baliza, quando afinal a futebolada já começou, e já tem campeão anunciado.
Depois de, no ano passado, o José Mourinho ter anunciado em primeira-mão de que o FC do Porto seria campeão, não dando qualquer hipótese aos adversários, este ano as previsões para esta Super Liga estão dependentes do pagamento das propinas de um colégio particular no Porto. É aqui que as coisas se vão decidir.
Antigamente dizia-se (claro que era uma cabala, talvez mesmo uma calúnia) que o grande mérito do FCP, e fundamentalmente do seu presidente, era a aquisição atempada de quem dirige os jogos e não o de obter grandes reforços para o relvado.
Esta época foi inaugurada uma nova forma de ganhar campeonatos, algumas semanas antes do seu início oficial.
Basta contratar a ex-mulher (ou a futura ex-mulher) do chefe do adversário principal e assim, conhecendo na intimidade como se ganhou o penta, avançar…

A minha Praia

A praia onde estive este fim-de-semana é muito boa.
Quando o Sol aparece, e o vento fica em casa, e o mar, quase sempre frio, bate com força, é uma maravilha. É uma praia muito boa, que comecei a gostar desde os meus treze anos. O barulho do mar, das ondas fortes, nunca para.
Como o vento não veio, foi possível ler os jornais do fim-de-semana, sem perder algumas folhas pela praia.
Mas o mais importante foi ver, que na descriminação dos locais para onde irão de férias os nossos colunáveis, esta praia não consta. Ou seja, eu e os meus amigos e familiares temos a sorte de frequentar uma praia que é à prova das revistas cor-de-rosa, dos inquéritos idiotas de Verão. Querem que vos diga onde fica esta praia? É a Praia do Pisão (mas não digam nada a ninguém, 'tá bem?…)
ajp

Perguntas à procura de resposta

Há algumas coisas que me intrigam e para as quais não tenho resposta.
A propósito do golpe de estado de S. Tomé, veio à baila a questão do fecho do aeroporto, que parece que é uma coisa que acontece sempre que há qualquer revolução.
Mas como é que se fecha um aeroporto?
Coloca-se uma corrente com cadeado a fechar a pista? Correm-se as persianas da torre de controle? Abandona-se o aeroporto e o último apaga as luzes?
ajp

S. Tomé

Ver para crer como em S. Tomé...
Vê-se e não se percebe. A simples ameaça de que o petróleo poderia mudar, pramelhor, o rumo da vida dos sãotomenses, que como se sabe, em número, dariam para encher os dois novos estádios de futebol de Lisboa, ou em medidas antigas, o antigo estádio da Luz em dia de enchente, largou na incerteza e talvez num caos, aquilo que poderia ter sido um pequeno paraíso calmo e próspero. Poderia assim fugir do destino trágico e sem visão, que o sistema colonial o foi condenando. No romance Equador, escrito pelo Miguel Sousa Tavares, pode-se ter uma aproximação do que foram os primórdios desta colonização exemplar portuguesa, e das formas absurdas que desde os tempos finais da monarquia e até meados da década de '50, ajudaram a conduzir a esta situação.
S. Tomé e Príncipe, de alguma forma vinha desenvolvendo um sistema democrático, pluripartidário, apoiado pelas organizações internacionais, que alimentavam a esperança de uns tempos melhores. Em que a riqueza …

Afinal ela não se divorcia

Ainda bem. Fico mais descansado.
Segundo uma revista da socialite, afinal a Alexandra Lencastre não se vai divorciar. A coisa pode resolver-se a contento dos dois, com umas férias intensas, mas sozinhos. E com muita conversa, e o que mais lhes fizer falta, a coisa pode recompor-se. E isto seria bom para todos. A actriz continuava a bem representar e o promotor de programas de TV, continuará a encher as nossas noites televisivas.
O problema maior será se a comunicação social resolve estar presente e dar-nos a continuação desta telenovela da vida real, quem sabe se em directo, num qualquer Big Brother, que decerto destronará qualquer concorrência das televisões. Ou será que isto não passa de um golpe publicitário da Endemol para vender um novo produto?
Ameace divorciar-se, que nós promoveremos a reconciliação!
ajp