Mensagens

Subsídiodependência

Num recém entrado nesta aventura dos blogs, o Fayal fui encontrar uma referência aos subsídios e da sua dependência, que se vive na sociedade açoriana, e que muito perturba o seu normal funcionamento.

Não é nada de admirar nesta sociedade globalmente dependente.
Tive em tempos a seguinte experiência, que me alertou para este assunto.
Tenho um terreno, com cerca de 1 hectare onde já estão plantados e muito crescidos cerca de 250 pinheiros. Mas como havia uma parcela deste terreno, cerca de um terço, que não tinha qualquer árvore, contactei alguns amigos desta área do saber, que me indicaram os serviços do Ministério da Agricultura onde deveria tentar informar-me sobre quais as espécies mais indicadas para plantar naquela região.
E qual não foi o meu espanto, que em cada um dos contactos estabelecidos, quer ao nível nacional e depois local, a resposta ao meu pedido começava sempre com esta lamentação:
- foi pena não ter ligado mais há mais tempo, porque acabou recentemente o prazo para …

Recomeçou o Futebol!

Neste verão a começar a arrefecer, fazendo lembrar que as férias também terão um fim, surge-nos de novo o Futebol Português.
E começou da melhor maneira, ou seja à portuguesa:
1. Por atraso da justiça desportiva o jogo do Belenenses e do Estrela da Amadora, ficou adiado.
Qualquer semelhança com os atrasos e imbróglios da nossa justiça, não desportiva, será pura coincidência.
2. Começou também com um arraial de porrada . As claques outra vez, e agora também da Académica.
Como os clubes não querem ter mão neste assunto, lá teremos este ano, as costumadas sessões de pancadaria entre claques, ou entre estas e a polícia. As claques, tal como as praxes académicas, não passam de figuras medievais, em que jovens que não tiveram tempo de brincar aos polícias e ladrões, enquanto crianças, aproveitam o ajuntamento de multidões para descarregarem a sua bílis.
3. Os árbitros, o costume, a deixarem andar a pancadaria em campo. O melhor é passar a ver a transmissões da liga inglesa e deixemos este…

Cegonhas americanas

Interroga-se a cibertúlia sobre a necessidade de envio de técnicos da EDP para Nova York para aí ajudar na procura das cegonhas que terão provocado o grande apagão de ontem.
Como se sabe da última experiência de apagões em Nova York, os americanos em vez de irem ver a TV, resolveram fazer filhos, e nove meses depois houve um grande congestionamento nas maternidades.
Creio até que seria interessante termos aqui em Portugal, de vez em quando, uns grandes apagões, e agora já seríamos 11 milhões.
Quem sabe se esta não será uma solução para fazer face ao decréscimo populacional nesta velha Europa a precisar de sangue novo.
ajp

Burocracia (2)

Um destes dias o jornal Público dava conta da demora de 10 dias de um qualquer despacho sobre a prisão de Paulo Pedroso, entre duas instâncias da justiça portuguesa.
Como se este tipo de demora não fosse o habitual na vida dos portugueses.
Quem de entre nós não teve já a grata experiência de ter qualquer coisa para resolver com os serviços públicos portugueses, ou de empresas de serviços, e não teve de esperar um horror de tempo para que os papéis passassem de um lado para o outro, até chegar a quem tem, finalmente, o poder de assinar, e depois de um carimbo ou selo branco lá temos o assunto a caminho da resolução.
Cada um de nós tem de certeza experiências interessantes que poderia contar.
Eu aproveito para relatar uma experiência interessante, mas ao contrário.
No início deste ano tive necessidade de criar uma empresa. Depois de uma consulta na Internet e de alguns conselhos de amigos, fui ao Centro de Formalidades de Empresas, e no prazo indicado, apenas 7 dias, tudo foi tratado…

Há festa na aldeia

No ano passado foi ano de incêndios nesta zona da Beira e quase não havia vontade de festejar. Mas este ano os fogos andaram mais longe e foi festa da rija.
Mas logo aqui se vê como vem ao de cima a organização dos portugueses.
Na mesma freguesia de apenas mil almas, foi possível, que devido às rivalidades entre as aldeias, se realizassem duas festas no mesmo fim de semana, a menos de cinco quilómetros uma da outra. Uma na sede da freguesia (Santo André das Tojeiras) e outra na maior aldeia da freguesia (Fonte Longa).
Assim aquilo que poderia ser uma grande, ou duas grandes festas, resulta em duas pequenas romarias.
Assim se vê a organização portuguesa.
Não nos podemos, portanto, admirar da nossa desorganização no combate aos incêndios.
Esta mentalidade está na massa do nosso sangue.
ajp

Mischka

Um filme que recomendo, Mischka.

O desencontro de pessoas dentro da mesma família, a fuga (para se poder respirar livremente), o encontro de estranhos, todos eles à procura de algo que os unifique, são os temas que passam por este filme.
Interessante como nos é apresentada, a forma como cada uma daquelas pessoas, procuram uma ligação afectiva a algo que lhes dê sentido à vida e à sua história.
ajp

Burocracia

Segundo a RTP1 o Governo, por causa da Burocracia, resolveu transferir para a Cruz Vermelha Portuguesa (agora dirigida por um amigo do Governo), a responsabilidade pela recolha e depois distribuição dos dinheiros que vão ser solicitados aos cidadãos para a ajuda aos que sofreram mais nesta calamidade dos incêndios.
E se os populares (que é o nome pomposo que têm agora os portugueses que apagam fogos) resolvessem, por causa da Burocracia, prescindir também do Governo, transferindo para uma outra entidade, mais credível, a responsabilidade pela gestão da coisa pública?
ajp