Mensagens

Declaração

Veio publicada no jornal Público esta declaração:
Jorge Girão afirma e reafirma que ama Isabel M. uma pessoa excepcional e maravilhosa, a quem pede humildemente desculpa e perdão pela dor e sofrimento que lhe infligiu com o seu comportamento indigno o qual se compromete a emendar.

Que amor intenso foi este, que só se manterá se se gastar uns euros a publicar esta declaração, que só os próprios e talvez os familiares venham a entender?
Isto não seria melhor com um jantar à luz das velas?
Ou será uma nova moda das praxes deste ano?

A coisa parece que passou por momentos difíceis. Como não sabemos mais do que ali foi publicado, resta-nos imaginar o que teria acontecido. Eventualmente uma facadinha no matrimónio.
Sugiro aos protagonistas desta história que a contem a uma televisão tablóide, assim terão oportunidade de entrar em directo num qualquer noticiário.
ajp

Eleições e Referendos

A propósito da discussão sobre a oportunidade de fazer coincidir as próximas eleições europeias com um referendo sobre a Europa, deu azo a que alguns comentadores e políticos tenham defendido coisas completamente opostas. Dá-me a impressão qque por vezes o que se pretende é condicionar os eleitores às conveniências políticas do momento. Se se admite que os resultados não venham a ser os mais adequados, então é melhor arranjar as coisas de outra maneira. Creio que tudo não passa de uma forma de subestimar a capacidade de decisão dos eleitores.
Ou seja, se eles não votam como nós queremos o melhor é condicionar a escolha.
Era bom que se olhasse para outras experiências, por esse mundo fora, onde em qualquer momento, o poder formula as perguntas aos eleitores que são necessárias para as decisões do futuro dos países.
ajp

Farmácias Católicas

A notícia anda por aí, e no Público já passaram pelo menos um editorial e uma crónica.
Porque será que alguns católicos, inseridos em movimentos, procuram condicionar artificialmente o modo de vida dos outros? E só se lembram dos medicamentos relacionados com a sexualidade...
ajp

Ministras

Sai um ministro (homem), entra uma ministra (mulher).
Qual vai ser o próximo a cair?
O ideal seria a substituição total dos ministros-homens, até chegarmos a um Durão Barroso, completamente cercado por mulheres.
Então talvez a governação fosse diferente, pramelhor claro.
ajp

O fim da era João Paulo II

A discussão deste tema voltou à ribalta após o anúncio sobre o agravar do estado de saúde do Papa.
Não faz sentido este estado de coisas, por mais que se invoque a semelhança deste sofrimento de João Paulo II com o de Jesus Cristo.
Este arrastar da doença, em episódios mediáticos, creio que não serve de nada à Igreja.
Haverá, concerteza, vontade de mudança, que passará pela escolha de uma outra figura que lidere a Igreja, passando pelo inaugurar de uma nova prática, a da resignação papal.
ajp

Praça da Alegria

A RTP 1, ao publicitar um aniversário deste programa, não escondeu o protagonista dos primeiros anos, Manuel Luís Goucha, agora a trabalhar na concorrência.
Sempre é um contraponto à moda actual de reescrever a história, como vimos recentemente a propósito do filme sobre o CDS, onde a actual direcção, apesar de ser herdeira de um partido, resolveu apagar as figuras incómodas de Freitas do Amaral e de Lucas Pires.
Quando se quer renunciar à herança o melhor seria fundar um partido novo. Outros nomes, outras figuras.
Mas não foi assim que o entenderam os responsáveis actuais do CDS. Depois não se admirem das comparações com a manipulação da história que se faziam na antiga URSS.
ajp

Crónicas de Angola (III): Igrejas e Educação

Igrejas incríveis; a sério.
Com pessoas que cá para mim são santas, ou heroínas, ou ambas as coisas.

Nas missas/celebrações sente-se que está ali muito do melhor, nas pessoas de
Angola.
Pressentir os seus esforços invisíveis, sentir a sua determinação e alegria -
no meio desta confusão de injustiças - cria um clima que eu não aguento; choro,
mesmo (ando a chegar à conclusão que, em geral, os "estrangeiros" que aqui
chegam quanto mais choram menos adoecem, e vice-versa...).

E há quem sobressaia deste conjunto de memórias-impressões.
A Irmã Rosa, por exemplo.
Tem sessenta e poucos anos de vida, quarenta de Angola, olhos azuis cheios de
luz; é espanhola de Salamanca e está à frente de uma missão, no Huambo.
Um internato e uma grande escola, da pré ao secundário, devolvidos à Igreja
católica.
Três mil alunos no espaço para metade, mas num oásis: de calma, ordem, plantas,
algum material, muito respeito, recuperação e melhoramento
constantes das instalações e condições de trabal…