Mensagens

Cor de Rosa (1)

As revistas cor de rosa exultam de alegria. Depois de um longo tempo do defeso após a trágica morte da princesa Diana, eis que surge, como que por magia, uma nova princesa -Letizia.
Tem todos os ingredientes para se fazerem grandes capas e muitas estórias fantasiosas. A plebeia, mas profissional da comunicação, com uma carreira e com êxito, chega onde outras só chegaram por serem filhas de Alguém nobre.
Agora vamos ter um corropio de informação, com muito ruído e recheada de muita invenção, que irão adocicar e também azedar esta relação amorosa, que por via da publicidade, não tem grandes condições para ser uma relação normal.
Pena é que dois jovens não possam amar-se livremente e constituir família sem passar por esta publicidade impiedosa, que hoje os idolatram e amanhã os crucificam.
ajp

A morte raspou à porta

A morte não nos bate à porta. Então seria impossível escrever este texto.
Mas às vezes a morte raspa a nossa porta, leva algum dos nossos familiares e amigos. Ontem foi a vez da mãe de um amigo meu.
Juntamos outros amigos e junto à igreja onde o corpo foi depositado, falamos dos vivos, soubemos uns dos outros e dos nossos filhos. Celebramos a vida de quem partiu e tentamos assim consolar o nosso amigo.
É a vida, dizemos muitas das vezes nestas situações, em que ficamos quase sem saber o que dizer.
Aqueles que já passaram por estas situações, como eu, que já vi partir os meus pais para a sua viagem definitiva, sabemos bem o que significa ficar perdendo de vez as referências físicas ao nosso passado. Mas também sabemos que a memória dos nossos pais, os valores e as histórias que nos foram transmitidas, vão sendo sucessivamente lembradas.
Acho que passei a fazer isso mais intensamente. Vou citando ao longo dos dias e para as mais variadas situações, as frases e as memórias que ten…

A tristeza no olhar...

Num título de 1ª página de um jornal am língua russa publicado em Portugal, pergunta-se: porque é que os portugueses têm tanta tristeza no olhar?
É assim que somos vistos por alguns que connosco vivem. Poderemos dizer que não é bem assim. Existem de facto muitas tristezas à nossa volta, mas de vez em quando também temos umas alegrias. Mas parece que são insuficientes para que modifiquem o nosso olhar.
Acho que hoje vou fazer um esforço para alegrar o meu olhar. Pode ser que alguém note.
António José Paulino

A morte do Big Brother

Parece que está quase a morrer.
Já lhe foi diagnosticada a morte no 24 Horas. O que talvez signifique que as outras novelas da vida real, que nos enchem o dia, já são mais importantes, e não vale a pena inventar uma vida virtual na Venda do Pinheiro. Ou então o pessoal já está farto deste tipo de telelixo, e talvez comece a ver as magnificas séries da RTP 2, ou a ouvir música, ou a ler um livro.
Há muito mais formas de ocupar o tempo do que ficar teledependente.
ajp

A nova Luz

Estive lá, mas foi difícil entrar. Tentei comprar bilhete, mas dificultaram-me a tarefa. Nem para receber têm jeito.
Acessos... um caos completo. A pressa das nossas inaugurações. É o mesmo nas auto-estradas antes de eleições e foi também assim com o estádio, também por causa das eleições.
Só consegui entrar na 2ª parte, e à borla. Também não valia a pena pelo Benfica. Só valeu pelo Beira-Mar, que se bateu como um leão para ganhar. O estádio é bonito,..., mas tem uns ecrans pouco gigantes, que só mostram o resultado, as horas e as entradas e saídas de jogadores. Como estamos em Portugal, são designadas por OUT e IN (estão à espera de tradução).
Mal empregado estádio para tal equipa.
Para o ano haverá mais.
ajp

Encontro Informal de Blogs - Lisboa

Cheguei tarde e saí cedo.
Não deu para me aperceber de tudo. No entanto deu para ver que existem blogs que devem a sua existência às polémicas que levantam, algumas legítimas, outras por narcisismo, outras só para que o sistema se mantenha.
Mas é um espaço de liberdade.
Tenho uma amiga que se queixa que se deveria olhar melhor para o que se escreve. Porque, diz ela, há muita coisa mal escrita na blogosfera, ou no blogospaço, como ouvi lá dizer. Mas como controlar esta escrita?
Os comentários são importantes ou só servem para que sejam citados?
Foi bom ter visto estas discussões. Foi bom ter encontrado um antigo colega que anda agora por estas bandas, no Farol das Artes.
Vamos em frente.
Cá para mim, o interesse deste blog, é o de partilhar ideias, fazer comentários, dar sugestões, de algo que possa tornar a nossa vida pramelhor.
António J Paulino

O sr.

Insurge-se hoje no jornal Público, Eduardo Prado Coelho, sobre a forma de tratamento das pessoas em tribunal, a partir da recente entrevista de Paulo Pedroso à revista Pública, onde se dá conta que durante o seu interrogatório, o juiz Rui Teixeira o tratou "apenas" por senhor Paulo, e não por Dr. Paulo Pedroso.
Já em tempo este juiz foi atacado porque andava de calça e camisa de ganga, entenda-se por roupa desportiva, durante o seu trabalho, sem recorrer ao clássico fato e gravata, que eventualmente só utilizaria nas audiências, além da tradicional toga.
O senhor EPC (se calhar deveria escrever sempre Dr. Eduardo Prado Coelho) parece que não andou por este mundo, e em especial em França, onde toda a gente é tratado "apenas" por Monsieur ou Madame, sem se fazer qualquer referência aos graus académicos. E isso não os impede de serem tão bons ou melhores que nós.
Por acaso alguém por aqui sabe qual foi a formação académica de François Miterrand, ou a do Valéry Giscard…