Mensagens

Incêndios no Inverno, Cervejas no Verão

Afinal os incêndios do Verão passado prolongam-se até este Inverno.
Depois das casas e das matas ardidas, apareceram os helicópteros que sobrevoavam Lamego, em viagens turísticas e agora apareceram os jipes, que são oferecidos, mas afinal permanecem ao serviço dos antigos reis das águas.
Talvez seja de sugerir que no próximo Verão se combatam os fogos com cerveja...
ajp

Prendas

- O que é que estás à espera de receber no Natal?
- Oh amigo, com esta idade só me calham cuecas, cachecóis e peúgas...

Mensagens natalícias

Das diversas mensagens natalícia recebidas quero destacar esta, de um colega de trabalho, grande amante das coisas boas da vida, que pela sua actualidade quero partilhar com aqueles que por aqui passam para ler estes textos:

Caros amigos,

Há muitos anos, muito antes do aparecimento da televisão, do computador e do telemóvel, deu-se um acontecimento, de tal forma mediático, que, ainda hoje, rivaliza com as super-notícias que pululam pelos jornais das televisões, em horário nobre.

Na altura, nem os jornais da terra (a existirem) fizeram eco do nascimento. Embora, nascer, na altura, é que fosse notícia. E não morrer, como acontece hoje. Hoje, como sabem, morre-se a toda a hora na televisão. Seja na estrada, num filme de suspense com o serial killer de serviço, numa disputa de vizinhos em Freixo-de-Espada-à-Cinta ou num atentado bombista em Jerusalém e no Iraque. Morre-se a toda a hora, numa sangria desatada, dando ao mundo parecenças com um vulgar matadouro.

Os pais da criança, mudos d…

Cá estamos no Natal

Ontem à tarde e à noite o telemóvel não parou, com recados e mensagens escritas de Boas Festas. Por pouco que não acabaram por perturbar um funeral de uma minha tia. Nunca me tinha acontecido. A morte de um familiar mesmo em cima do Natal, quando nos preparamos para celebrar um nascimento.
Mas é a vida (como dizia o outro)...
Na maioria das mensagens escritas, amigos, familiares e colegas lembram-nos nesta data, que ainda não estamos sós. Nos últimos dias também o computador fervilhou com textos e ficheiros anexos, zipados , com os desenhos e gracinhas de Natal.
Não respondi ainda a ninguém. É cedo. Vou deixar passar uns dias, porque assim sempre posso fazer durar e cumprir aquela ideia, de que o Natal é quando nós quisermos.
ajp

Viagens para o Iraque

Está na moda. Depois da ida de G. Bush para comer o perú de plástico, e mostrar-se aos seus homens e à opinião pública americana, toda a gente, que é poder, vai ao Iraque visitar (muito rapidamente), os bravos soldados que aí se batem pela sobrevivência.
Faz lembrar as tréguas que eram negociadas durante o Natal, nas antigas grandes guerras. Então os inimigos faziam patuscadas, trocavam prendas durante esse período, e uns dias depois voltavam a tentar matar-se.
Mas as guerras actuais já não se compadecem com estas subtilezas.
Agora é tudo a despachar, porque podemos ter que ir fazer a guerra para outro lado.
ajp

"Se não nos virmos..."

Se não nos virmos, Bom Natal e Feliz Ano Novo.
É mais ou menos desta forma que vamos ouvindo a troca de saudações entre as pessoas.
Se não nos virmos, porquê? A ideia seria a de termos a oportunidade de desejar as boas festas, a cada familiar, amigo ou conhecido, mesmo em cima da hora, mesmo na véspera. Como se o facto de o manifestarmos desde já, leve a que esse desejo se perca ou arrefeça com o tempo. E nesta época, o que queremos mais é o calor das festas.

E para que eu não fuja à tradição, desejo desde já, aqueles que por aqui passam, que o Natal seja de facto uma boa época de muita esperança num Bom Ano de 2004. E divirtam-se.
António José Paulino

Bandeiras vermelhas

Ontem, as bandeiras vermelhas brilharam em Bagdad, com entusiasmo.
E afinal não foi pela vitória do Benfica no campeonato.
Ao princípio pensei que era esse o motivo..., quando veremos tal coisa em Lisboa?
Mas era apenas pela queda física do Saddam.
Quantos mortos foram precisos (e contiunuarão ser), de todas as nacionalidades, para terminar com o sofrimento dos iraquianos?
ajp