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Apitos de lata

Os nomes de guerra que a PJ inventa.
Será que é agora que se vai saber o que se passa por debaixo da relva?
Pena é que haja muitos adeptos que perdem a cabeça (e também muito dinheiro) a acompanhar as suas equipas, a agredir os adeptos dos adversários, ... e afinal parece que em muitos dos jogos, as coisas já tinham sido arranjadas convenientemente para satisfação de outros interesses, pouco desportivos.
ajp

A maquilhagem das contas

No outro dia foi a TAP. Primeiro eram os grandes lucros (finalmente). Depois veio outro dizer que eram prejuízos.
Depois lá foram obrigados a entender-se e então surgiram uns pequenos lucros.
Agora são os Hospitais, SA. Primeiro foram um grande sucesso, com grande contenção de custos. Agora, parece que tinham escondido os custos com os medicamentos, ou melhor, o governo perdoou esses custos tendo-os transferido para as ARS’s.
É assim que estamos a ser dirigidos.
Não podemos seguir estes exemplos que vêem de cima, ou então teríamos as nossas contas caseiras todas engatadas. Imaginem se transferíssemos os nossos gastos no supermercado para o Continente...
ajp

Recomeçou a caça

A caça está de volta.
Mas não é a caça às rolas ou às perdizes. Trata-se sim da caça aos votos.
Com o aproximar de qualquer tipo de eleição de âmbito nacional, recomeça o circo eleitoral. Tal como na Fórmula Um, existem à volta das eleições um autêntico circo mediático, onde recomeçam as promessas.
Numa primeira fase os novos governos dizem mal dos anteriores, culpam-nos de todas as desgraças, é a tanga, a crise, a ausência de aumentos. Assim se justificam políticas de contenção.
Depois, como que por obra e graça do alto, tudo começa a ser azul. Já vai haver aumentos para os funcionários públicos (pudera, sempre são quase 800 000 eleitores e respectivas famílias), a crise já é passageira, as pensões serão aumentadas significativamente, um país das maravilhas.
Passados 30 anos após a Revolução de 1974, será que ainda se acredita que é com papas e bolos que se enganam os tolos?
O exemplo aqui dos vizinhos do lado não ajuda muito a este tipo de mentalidade...

ajp

Lixo & lanche

Crónica de Angola

Na sexta feira dia 27 de Fevereiro participei num programa da ONG 'Acção
Humana' difundido pela Rádio Eclesia.

Além de mim e de outras três pessoas participou um deslocado de guerra
residente num “acampamento” situado na periferia de Luanda.

Esse deslocado, ao reagir a uma pergunta acerca do impacto na vida das
pessoas do recente desmantelamento de mercados em Luanda, disse — mais
palavra menos palavra - que entendia a necessidade de organização dos
mercados da cidade; mas chamava a atenção para o facto de:

"antes da praça da Estalagem ter sido desmantelada e acabada a sua produção
diária de lixo, na sua zona, morriam duas crianças por mês; mas, agora,
após o fim da praça, morrem duas por semana, porque as crianças já não têm
o lixo da praça para "lanchar"!

Este dito “bateu-me na cabeça”, aturdindo-me; e uma sensação de vertigem
quase me atirou ao chão.

Como classificar e tratar uma situação em que alguém nos afirma ter
constatado serem as …

A morte do pai

A morte é sempre dolorosa. E para quem perde um pai, qualquer que seja a sua idade, é de um facto marcante na vida de qualquer filho.
Hoje os jornais inundaram-nos com anúncios garrafais a propósito da morte do pai do Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos.
Não são anúncios colocados pela família enlutada, que assim poderia publicitar esse evento, para anunciar aos amigos e conhecidos, que assim poderiam participar nos actos relativos ao funeral.
O que é alarmante, é que neste “país de avelinos”, há filhos mais sentidos que os outros.
Há filhos que precisam que seja publicitada de tal forma e intensidade a sua dor, que levam a que as autarquias publiquem vários anúncios pagos, pelos contribuintes, a dar conta desta notícia.
E não foram pequenos anúncios. Alguns de página inteira e em vários jornais.
Foi a Câmara Municipal de Matosinhos, a Assembleia Municipal, a MatosinhosHabit – MH, Empresa Municipal de Habitação, a MS-Matosinhos Sport - Empresa Municipal de Gestão de Equipam…

Criatividade

Não pode haver dúvidas. É aqui que reside a especificidade, e como agora se ouve a toda a hora, é aqui que está a nossa mais valia.
Vejamos o caso recente das contas da TAP.
Primeiro, teve lucros. Caso inédito. E viva a gestão da equipa de brasileiros. Os cronistas da esperança aí estiveram a louvar esta nova dinâmica.
Mas... veio agora o presidente da TAP dizer que afinal nunca tinha visto as contas, que se calhar não há lucros, etc...
Em que é que ficamos.
Só a criatividade contabilística nos pode salvar.
Talvez uma venda, fora de horas, de património, possa ajudar.
Não é nada de novo. O governo já fez coisas semelhantes para equilibrar as contas.
Qualquer país (ou empresa) em dificuldades o melhor é contactar os nossos serviços de contabilidade criativa e vão ver a volta que isto dá...
ajp

O sangue é da mesma cor

Há notícias, que no meio do emaranhado dos conflitos do dia a dia podem ficar esquecidas.
Esta, a das "Famílias de Luto juntam-se pela Reconciliação", dá que pensar.
É que no meio do número de mortos que o conflito israelo-árabe, existem famílias que perdem os seus filhos. Quer sejam israelitas que os perderam em atentados dos palestinianos, quer palestinianos que perderam os filhos em atentados do exército israelita.
E como diz um israelita, que ao confrontar-se com uma mãe árabe com a fotografia de um filho de seis anos ao peito, "mudou completamente". "Não estamos condenados. Podemos quebrar o ciclo da violência, tentando encontrar o outro lado.
O sangue é da mesma cor, as lágrimas são igualmente amargas para quem perde um filho".


Mas entretanto, o novo Muro da vergonha, continua a ser construído. A história tem demonstrado que este tipo de muros, acabarão por cair.
O Muro da China converteu-se em atracção turística e do de Berlim restam pedaços para…