Mensagens

Luís

A minha vida tem sido recheada de exemplos de amigos, que me foram marcando com o testemunho da sua vida.
Foi o caso do Luís Osório. Além de amigos também fomos vizinhos.
A doença que o acompanhou durante muito tempo, foi também a sua preparação para a Morte, que aconteceu recentemente.
No seu funeral recordamos o testemunho da sua vida e revivemos alguns dos seus escritos como sua herança.

No Verão passado num encontro com muitos amigos e face à pergunta:

Como é que Jesus é, para mim, experiência e caminho de espiritualidade?
Respondia o Luís assim:

Não sei se sou um crente (sou demasiado racionalista)
Não sei se sou “religioso” (acho que sou muito pouco)
Mas não tenho dúvidas é que sou cristão (com muitos defeitos, mas cristão)

A maneira como Jesus viveu
É, realmente, a grande luz da minha vida.


A sua vida foi um exemplo desta procura.

Isto está difícil...

Passamos os últimos à espera de algo muito positivo, que nos engrandecesse a todos.
Mas pelo andar desta carruagem, com os apitos e as ramificações das ligações douradas com as autarquias, com as invasões do relvado por uns jogadores de ocasião, com os túneis encravados e a justiça a mostar a sua credibilidade, parece que cada vez isto está um pouco mais difícil.
Vamos ver se vão aparecendo aspectos positivos que nos levem a superar os entraves actuais e a encontrar novos caminhos.
ajp

Apitos de lata

Os nomes de guerra que a PJ inventa.
Será que é agora que se vai saber o que se passa por debaixo da relva?
Pena é que haja muitos adeptos que perdem a cabeça (e também muito dinheiro) a acompanhar as suas equipas, a agredir os adeptos dos adversários, ... e afinal parece que em muitos dos jogos, as coisas já tinham sido arranjadas convenientemente para satisfação de outros interesses, pouco desportivos.
ajp

A maquilhagem das contas

No outro dia foi a TAP. Primeiro eram os grandes lucros (finalmente). Depois veio outro dizer que eram prejuízos.
Depois lá foram obrigados a entender-se e então surgiram uns pequenos lucros.
Agora são os Hospitais, SA. Primeiro foram um grande sucesso, com grande contenção de custos. Agora, parece que tinham escondido os custos com os medicamentos, ou melhor, o governo perdoou esses custos tendo-os transferido para as ARS’s.
É assim que estamos a ser dirigidos.
Não podemos seguir estes exemplos que vêem de cima, ou então teríamos as nossas contas caseiras todas engatadas. Imaginem se transferíssemos os nossos gastos no supermercado para o Continente...
ajp

Recomeçou a caça

A caça está de volta.
Mas não é a caça às rolas ou às perdizes. Trata-se sim da caça aos votos.
Com o aproximar de qualquer tipo de eleição de âmbito nacional, recomeça o circo eleitoral. Tal como na Fórmula Um, existem à volta das eleições um autêntico circo mediático, onde recomeçam as promessas.
Numa primeira fase os novos governos dizem mal dos anteriores, culpam-nos de todas as desgraças, é a tanga, a crise, a ausência de aumentos. Assim se justificam políticas de contenção.
Depois, como que por obra e graça do alto, tudo começa a ser azul. Já vai haver aumentos para os funcionários públicos (pudera, sempre são quase 800 000 eleitores e respectivas famílias), a crise já é passageira, as pensões serão aumentadas significativamente, um país das maravilhas.
Passados 30 anos após a Revolução de 1974, será que ainda se acredita que é com papas e bolos que se enganam os tolos?
O exemplo aqui dos vizinhos do lado não ajuda muito a este tipo de mentalidade...

ajp

Lixo & lanche

Crónica de Angola

Na sexta feira dia 27 de Fevereiro participei num programa da ONG 'Acção
Humana' difundido pela Rádio Eclesia.

Além de mim e de outras três pessoas participou um deslocado de guerra
residente num “acampamento” situado na periferia de Luanda.

Esse deslocado, ao reagir a uma pergunta acerca do impacto na vida das
pessoas do recente desmantelamento de mercados em Luanda, disse — mais
palavra menos palavra - que entendia a necessidade de organização dos
mercados da cidade; mas chamava a atenção para o facto de:

"antes da praça da Estalagem ter sido desmantelada e acabada a sua produção
diária de lixo, na sua zona, morriam duas crianças por mês; mas, agora,
após o fim da praça, morrem duas por semana, porque as crianças já não têm
o lixo da praça para "lanchar"!

Este dito “bateu-me na cabeça”, aturdindo-me; e uma sensação de vertigem
quase me atirou ao chão.

Como classificar e tratar uma situação em que alguém nos afirma ter
constatado serem as …

A morte do pai

A morte é sempre dolorosa. E para quem perde um pai, qualquer que seja a sua idade, é de um facto marcante na vida de qualquer filho.
Hoje os jornais inundaram-nos com anúncios garrafais a propósito da morte do pai do Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos.
Não são anúncios colocados pela família enlutada, que assim poderia publicitar esse evento, para anunciar aos amigos e conhecidos, que assim poderiam participar nos actos relativos ao funeral.
O que é alarmante, é que neste “país de avelinos”, há filhos mais sentidos que os outros.
Há filhos que precisam que seja publicitada de tal forma e intensidade a sua dor, que levam a que as autarquias publiquem vários anúncios pagos, pelos contribuintes, a dar conta desta notícia.
E não foram pequenos anúncios. Alguns de página inteira e em vários jornais.
Foi a Câmara Municipal de Matosinhos, a Assembleia Municipal, a MatosinhosHabit – MH, Empresa Municipal de Habitação, a MS-Matosinhos Sport - Empresa Municipal de Gestão de Equipam…