Mensagens

As 4 garrafas da vida [8]

Imagem
Aqui estão as 4 garrafas da vida Neste momento sou utilizador intensivo da última, para dar cabo da minha Endocardite, através de antibióticos injectáveis (penicilina e gentamicina).

O meu vizinho [7]

Tenho um vizinho que já chegou aos 88 anos. Vivia num lar e teve um enfarte. Quando cheguei aqui vi que era muito difícil fazê-lo comer qualquer coisa ou mesmo dar-lhe os medicamentos. Rejeitava quase tudo. Por muito que se esforçassem as auxiliares, conversando com ele, falando-lhe da família, não havia quase nenhuma colaboração. E a comida pare ele vem sempre passada, em papa, tal como a sopa para facilitar.
No dia seguinte à hora do jantar, veio vê-lo uma neta.
E foi uma alegria.
Ela conversou com ele, sobre o que ele mais gostava na comida, sobre as coisas que ele fazia antes de estar doente, etc. E ele lá foi comendo quase tudo.
E a partir daí, quer com neta, com o filho ou com a nora, tem vindo a comer razoavelmente, e até tem colaborado melhor com as auxiliares quando não pode estar alguém da família.
Não há dúvida que aquilo que nos faz sentir melhor com a vida é um miminho, vindo de alguém da família ou de alguém que nos seja querido.

Só espero que quando a minha vez chegar, de não…

Desenrascanço [6]

Há pouco tempo foi notícia o facto de um qualquer instituto inglês andar à procura de palavras e conceitos que faziam falta na língua inglesa. E a primeira das palavras que acharam que seria imprescindível, era a da típica atitude portuguesa do desenrascanço. Até era dito que este mesmo conceito era ensinado nas universidades portuguesas.

Efectivamente damo-nos bem com esta atitude, que serve muitas vezes de escapatória para a nossa típica falta de planeamento e programação adequada. Mas vamos vivendo assim, e nalguns países esta característica é bem apreciada nos portugueses.

Esta madrugada, houve por aqui algum alvoroço. De um momento para o outro apareceram três novos doentes enviados pela urgência do Hospital de Santa Maria. E foi a mobilização geral, médicos, enfermeiras, auxiliares, para fazer análises e medidas disto e daquilo e para a colocação adequada destes novos doentes.
Mas não havia vagas nos quartos.
Procuraram-se outras camas noutros serviços e dali a pouco, os 3 foram dis…

A fase da Anatomia de Grey [5]

Imagem
Um destes dias fui assaltado por uma grande equipa de estudantes de medicina, que até parecia o pessoal da Anatomia de Grey. Eram seis miúdas e apenas um miúdo.
Assim se vê quem é que estuda mais e consegue entrar para Medicina.
Os gajos perdem muito tempo com as festas e com os copos e são facilmente ultrapassados pelas gajas, na difícil corrida para Medicina.
Pediram-me, muito delicadamente para eu me despir da cintura para cima, e tendo o cuidado de aquecer o estetoscópio, aqui andaram a apalpar, à procura do som do sopro do meu coração.
Não foi fácil.
Pelas conversas entre eles percebi que não era evidente a audição de um coração atrapalhado como o meu. Mas é assim que se vai começando a conhecer estas patologias.
No final perguntei-lhes se eles se pareciam de alguma forma com os actores da Anatomia de Grey, mas uma delas disse-me logo que a realidade é muito diferente da ficção televisiva e que eles não eram tão promíscuos...

O Roupão da EDP [4]

Imagem
Em Novembro passado, participei num dos grandes encontros de colaboradores da EDP, no Pavilhão Atlântico. O pessoal chama a este encontro, o Encontrão. Naquele em que participei estavam cerca de 3 000 trabalhadores. No final como é habitual houve uma entrega de prendas e desta vez, coube-nos um roupão branco, em turco, com o símbolo do sorriso da EDP.
O roupão lá ficou guardado em casa, mas sem grande utilidade. Pela manhã, depois do duche o que interessa é uma secagem rápida e vestir a farda do trabalho, fato, camisinha, gravata, etc. e tomar o pequeno-almoço e ala para o Metro para ir para o Marquês. A bem dizer nunca tinha utilizado o roupão para ficar refastelado em casa a secar de um qualquer mergulho na banheira.
Mas aqui no Hospital cada um dos intervenientes tem a sua própria farda. Os doentes vestem pijama e por cima, às vezes, um roupão ou robe. E é aqui que entra o roupão da EDP. E o jeito que ele me tem feito.

O facto de eu ter usado o roupão com o símbolo da EDP, além de ser…

O Internamento [3]

E aqui estou eu, na sala 4, no meio de dois jovens de 88 e 75 anos, que aqui estão também para fazer reparações à máquina. Trata-se de um quarto para 3, com vista para as traseiras do Estádio de Alvalade, o que me vai permitir acompanhar as futuras vitórias em casa dos leões.
Temos um lavatório no quarto e casa de banho fica ao fim do corredor.
Só eu é que mexo bem, porque os outros dois colegas não se podem movimentar sem ajuda. O que quer dizer que tenho vantagens na ida para a casa de banho, nem é preciso correr
Temos uma TV LCD, mas com uma imagem um bocado difusa.

Todos os dias, e qualquer hora do dia, recebo uma dose de comprimidos, e os antibióticos injectáveis (penicilina e gentomicina). No 2º dia, fui picado 4 vezes, 2 em cada braço, para tirar sangue, e agora tenho uma estrutura de entrada permanente para se poder injectar os antibióticos, o que já é uma boa ajuda. É um bioneter (cateter endovenoso periférico).
É que eu com as minhas gorduras vou escondendo as veias o que torna d…

O Diagnóstico [2]

Imagem
Mas na 6ª feira, 17 de Abril à chegada, fui logo ter com a Luísa Severina, para ver como poderíamos atacar isto de vez.
E fui mais uma vez ao Médico de Família da EDP, em Loures, dr. Manuel António, e foram mais uns dias dedicados radiografias, análises de sangue e urina, e com uma novo antibiótico. Na consulta de Pneumologia no Hospital Pulido Valente com a drª Ana Mineiro, ficaram despistados quaisquer problemas pulmonares, a que se juntam anteriores despistagens de quaisquer problemas ao nível biliar, próstata, rins, etc.
Uma crise de tosse e febre sem fim à vista e sem causa aparente.

Foi então que consultamos o cardiologista dr. Nuno Lousada que ao fazer em Eco-Cardiograma apontou logo para problemas agravados com o meu coração.
Ele já tinha problemas conhecidos, insuficiência aórtica, hipertensão, que vinham a ser acompanhados desde 2000 pela drª Susana Longo.
No dia seguinte, 5ª f, 23.Abril.09 fomos ter ao serviço de cardiologia do Hospital Pulido Valente para nova observação. Aí um…

As Aventuras de um Coração Atrapalhado [1] O Início

Tudo pode ter começado com a retirada de um dente.
Um dia desapareceu a massa que cobria o seu interior assim como um pouco do próprio dente. E a médica disse que não havia nada a fazer. Ou seja tinha de retirar-me este dente amigo de há pelo menos 45 anos. Fiquei triste e disse-o aos amigos da EDP com quem costumo almoçar.
Os dentes são um instrumento fundamental das nossas vidas. Daí que passemos no dentista a tratar de alguns maus-tratos que vamos dando aos dentes. São as cáries, a desvitalização, a colocação de massas de recauchutagem, que antigamente se chamavam “chumbar um dente”.
Mas isto de irmos perdendo equipamento essencial não era nada bom. Fiz tratamento com antibiótico, mas passadas umas semanas comecei a ter períodos de febre.

Depois apareceu uma tosse seca intensa que até serviu de música de fundo num Encontro de Quadros, realizado em Gaia, da minha direcção que se dedica a projectar e construir as infraestruturas eléctricas da EDP Distribuição. Mal conseguia falar e os me…

A CRISE

A Crise está aí, todos os dias com novas notícias de mais desemprego.
Mas ainda não vi notícias de despedimentos nas fábricas de armamento ou nas tabaqueiras. Porque será ?

Odivelas em 1977

Imagem
Quando fui morar para Odivelas em 1977, tirei estas fotos da varanda das traseiras, que dá para a actual estação de Metro.
Falta agora aqui publicar a panorâmica actual.


Uma óptima ideia

Imagem
Eis aqui uma óptima ideia para as ferramentas velhas que andam guardadas nos sótãos...

[um quadro de Jim Dime, 1962, no MOMA em New York]

Alarmismos

Recebo com frequência mensagens alarmistas, urgentíssimas, vindas "directamente da Microsoft" (mas que eu recebo mais ou menos uma vez por mês), sobre o cuidado a ter na abertura de certos ficheiros que nos podem apagar a vida internética.... e o que é engraçado é que aparecem para o mesmo tipo de ficheiros.

E se nos deixassemos de alarmismos informáticos, porque ficaremos mais depressa com os pés molhados por causa das cheias (ou para amenizar as vagas de calor) do que perderemos os lixos com vamos entulhando os nossos computadores.

Nova York

Imagem
As coisas que a gente vê... [num barco à volta da ilha de Manhattan, Junho.2007]

Ele há coisa fantásticas, não há?

Regresso a casa depois de um fim-de-semana no Porto.
Paragem numa área de serviço da auto-estrada para desentorpecer as pernas e beber um café.
Já agora uma vista de olhos pelos jornais de domingo e comprar o Público.
Olhando à volta um escaparate com mapas das estradas.
Eis senão quando, encontro aquilo que decerto fará a alegria de qualquer condutor num domingo à tarde, na A1.

O mapa das estradas da República Dominicana.
[há mesmo coisas fantásticas por aí]

Referendo

Será que finalmente vamos deixar de criminalizar a incerteza, a dúvida e o desespero de quem, por vezes sem outra alternativa, não consegue ter um projecto de vida coerente para a semente que começou a germinar dentro de si ?
É esta a minha esperança.
E é urgente começar uma nova etapa em que se pense mais na saúde física e mental, e menos na (in)justiça, para ajudar a criar um projecto de vida.

Lisboa inesperada

Imagem
Algumas fotos daquilo que se pode descobrir em Lisboa.

A chuva de preços

Costuma-se dizer que há coisas que às vezes estão ao preço da chuva. E é isso mesmo que acontece agora com o preço dos chapéus de chuva, que se vendem às portas do Metro de Lisboa: "é a 2, 5 euros!!!, 2, 5 €!!!.
Já nem se vende um só chapéu de chuva...
É assim que se faz aumentar a produção na China.

A verdade

Uma verdade sim senhora.

"Não estou doente da cara, senhor Presidente"

Imagem
"Não estou doente da cara, senhor Presidente".
Terá sido assim que uma idosa em Lisboa, respondeu ao nosso Presidente, quando ele lhe disse "Mas vejo que está com bom aspecto", apesar da quantidade de medicamentos que tinha que tomar. [in Público, 11.Out.06]

É sabedoria que vem com a idade. E faz bem ao Presidente tomar mais contacto com estas realidades e assim sensabilizar outros poderes para actuarem.

Rabat

Imagem
Rabat, Marrocos