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A maré do meu amor ergueu-se tão alto [25]

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Alguns amigos têm colocado comentários no blog com incentivos e propostas de melhoria. Outros enviam-me por e-mail.
Vou aqui partilhar algumas dessas contribuições:
De um amigo que esteve recentemente no Irão:

Escreve mil segredos luminosos nos muros da existência
para que até um cego se possa aperceber da nossa presença
e juntar-se ao que nos alegra.
.......
A maré do meu amor ergueu-se tão alto
que me perdi em ti.
Fecha os teus olhos por um instante
e talvez todos os teu medos e fantasias se calem de vez.
Se isso acontecer Deus será uma criança nos teus braços
e terás que amamentar toda a Criação

Hafiz
Poeta que viveu em Shiraz, Irão (1320-1389)

Marrocos, 2003 [TGP]

Lixo tóxico [24]

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Como devíamos saber quando se passa os 50 as peças começam a falhar, e às vezes começam pelo motor.
Nestes tempos de crise financeira, começo a convencer-me de que afinal o meu coração deve ter tido uma falha de regulação e deixou entrar o lixo tóxico e agora estou a pagar as favas.
Abaixo a bicharada e vivam os antibióticos !
Cabo Espichel, 2008 [AJP]

Cá vamos andando [23]

Vou estando melhorzinho e a bicharada vai desaparecendo na próxima semana deve começar a ser preparada a operação para mudar a válvula aórtica (já pedi que me arranjem uma que tenha um prazo de validade até aos 97 anos, é que não faço a coisa por menos, porque ainda gostava de saber o desfecho do Processo da Casa Pia e ver o Benfica ganhar um campeonato) e depois é voltar à vida normal, com um coração mais bonzinho.

Será que devo pressionar os médicos? [22]

Ao fim deste tempo no hospital, estou mais sensível às modas que a política portuguesa nos mostra nos meios de comunicação social. É que lá por fora o barulho do dia a dia vai esbatendo tudo isto.

Quando aqui cheguei foram os empurrões do 1º de Maio. E foi um corrupio de aproveitamentos.
Empurrem-no muito que nós precisamos de ganhar as eleições. Exigimos que nos peçam desculpa. Não pedimos desculpa, porque eles é que nos devem pedir desculpa.
E no final talvez tenha sido a RTP Memória que ganhou com a exibição das cenas antigas de Mário Soares na Marinha Grande.

Depois foram as guerras no Bairro da Bela Vista. É um caso social ou um caso de polícia?
E aqui os partidos e certas personalidades vão dando palpites.
São os pobres que roubam carros, arranjam armas automáticas e vão assaltar ourivesarias, multibancos e estações de gasolina ?
Ou são gangues de jovens delinquentes que vivem apenas desta forma de vida, e que não têm relação com a gente honesta e talvez pobre que vive na vizinhança ?

T…

Os nomes das doenças [21]

A partir de certa idade, é costume dizer-se que, quando não se sabe a origem de qualquer doença, que deve ser da PDI (para aqueles que não conhecem, significa a Puta Da Idade).

Mas hoje amigos transmitiram-me que também existem outras designações também muito apropriadas.
DNA ou PVC. Explicando melhor:
DNA = Data de Nascimento Antiga
PVC = Porra da Velhice Chegando

Muito Obrigado a Tod@s [20]

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Ao fim destes 24 dias de cativeiro, acompanhado pela Endocardite, que agora deve estar quase a desaparecer, estou muito agradecido às muitas visitas que por aqui passaram (cerca de 70), aos outros amigos que têm telefonado e muitos e-mails, além dos 22 comentários que foram colocados neste blog. Assim tem sido mais fácil viver aqui.

Aproveito para partilhar aqui, um dos comentários recebidos de uma amiga, que enviou um poema, "para despertar o arco-íris que pode estar escondido, por detrás do horizonte dos que resistem mais a adaptar-se ao ambiente hospitalar, pois não deve ser nada fácil..."
Receita para fazer o azul

Se quiseres fazer azul,
pega num pedaço de céu e mete-o numa panela grande,
que possas levar ao lume do horizonte;
depois mexe o azul com um resto de vermelho
da madrugada, até que ele se desfaça;
despeja tudo num bacio bem limpo,
para que nada reste das impurezas da tarde.
Por fim, peneira um resto de ouro da areia
do meio-dia, até que a cor pegue ao fundo de metal…

O Hospital Pulido Valente e a Crise [19]

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Junto aos hospitais costuma estar um sinal de trânsito alertando para a proibição de buzinar nas suas proximidades. E isso é importante para o sossego dos doentes, já lhes bastando o barulho do movimento do tráfego rodoviário e aéreo durante todo o dia.No entanto, talvez para dinamizar a economia nestes tempos de crise, com mais investimento público, o Hospital Pulido Valente está a fazer obras no andar por debaixo daquele em que estou instalado, e é um barulho ensurdecedor durante todo o dia, com o partir de paredes e demais obras da grande remodelação que está a ser feita.

Claro que só pode ser para benefício dos doentes e do funcionamento do Hospital.
Assim o sinal que deveria estar à entrada do edifício onde estou a morar actualmente deveria ser este.