Mensagens

Incentivos e oportunidades de melhoria [26]

Algumas das sugestões e incentivos recebidos por e-mail, com indicação do local da sua proveniência:

[S. Miguel, Açores]
"Aproveita aí o hotel à borla, olha que férias dessas em tempo de crise, não são muito frequentes."

[Mindelo, Cabo Verde]
"Gostas de arranjares avarias com nomes técnicos complexos. Isso se calhar pode reparar-se com uma caixa de junção unipolar termo-rectráctil(a) e um bocado de tempo".
(a) jargão técnico só para entendidos em avarias em cabos eléctricos subterrâneos

[Rabat, Marrocos]
"Je prierai pour vous, que dieu fasse que vous alliez mieux et que votre coeur devienne plus fort et que votre vie future soit remplie de bonheur et de santé"

[S. Pedro do Estoril]
"Só mesmo tu estarias activamente do hospital a enviar acalmias aos amigos, explicações, guias de viagem nesta estação em que agora paraste. Sempre a subir, neste caso, graças a Deus! Que as maravilhas da vida em saúde te voltem a chegar em breve, e rezando por ti, cheios de o…

A maré do meu amor ergueu-se tão alto [25]

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Alguns amigos têm colocado comentários no blog com incentivos e propostas de melhoria. Outros enviam-me por e-mail.
Vou aqui partilhar algumas dessas contribuições:
De um amigo que esteve recentemente no Irão:

Escreve mil segredos luminosos nos muros da existência
para que até um cego se possa aperceber da nossa presença
e juntar-se ao que nos alegra.
.......
A maré do meu amor ergueu-se tão alto
que me perdi em ti.
Fecha os teus olhos por um instante
e talvez todos os teu medos e fantasias se calem de vez.
Se isso acontecer Deus será uma criança nos teus braços
e terás que amamentar toda a Criação

Hafiz
Poeta que viveu em Shiraz, Irão (1320-1389)

Marrocos, 2003 [TGP]

Lixo tóxico [24]

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Como devíamos saber quando se passa os 50 as peças começam a falhar, e às vezes começam pelo motor.
Nestes tempos de crise financeira, começo a convencer-me de que afinal o meu coração deve ter tido uma falha de regulação e deixou entrar o lixo tóxico e agora estou a pagar as favas.
Abaixo a bicharada e vivam os antibióticos !
Cabo Espichel, 2008 [AJP]

Cá vamos andando [23]

Vou estando melhorzinho e a bicharada vai desaparecendo na próxima semana deve começar a ser preparada a operação para mudar a válvula aórtica (já pedi que me arranjem uma que tenha um prazo de validade até aos 97 anos, é que não faço a coisa por menos, porque ainda gostava de saber o desfecho do Processo da Casa Pia e ver o Benfica ganhar um campeonato) e depois é voltar à vida normal, com um coração mais bonzinho.

Será que devo pressionar os médicos? [22]

Ao fim deste tempo no hospital, estou mais sensível às modas que a política portuguesa nos mostra nos meios de comunicação social. É que lá por fora o barulho do dia a dia vai esbatendo tudo isto.

Quando aqui cheguei foram os empurrões do 1º de Maio. E foi um corrupio de aproveitamentos.
Empurrem-no muito que nós precisamos de ganhar as eleições. Exigimos que nos peçam desculpa. Não pedimos desculpa, porque eles é que nos devem pedir desculpa.
E no final talvez tenha sido a RTP Memória que ganhou com a exibição das cenas antigas de Mário Soares na Marinha Grande.

Depois foram as guerras no Bairro da Bela Vista. É um caso social ou um caso de polícia?
E aqui os partidos e certas personalidades vão dando palpites.
São os pobres que roubam carros, arranjam armas automáticas e vão assaltar ourivesarias, multibancos e estações de gasolina ?
Ou são gangues de jovens delinquentes que vivem apenas desta forma de vida, e que não têm relação com a gente honesta e talvez pobre que vive na vizinhança ?

T…

Os nomes das doenças [21]

A partir de certa idade, é costume dizer-se que, quando não se sabe a origem de qualquer doença, que deve ser da PDI (para aqueles que não conhecem, significa a Puta Da Idade).

Mas hoje amigos transmitiram-me que também existem outras designações também muito apropriadas.
DNA ou PVC. Explicando melhor:
DNA = Data de Nascimento Antiga
PVC = Porra da Velhice Chegando

Muito Obrigado a Tod@s [20]

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Ao fim destes 24 dias de cativeiro, acompanhado pela Endocardite, que agora deve estar quase a desaparecer, estou muito agradecido às muitas visitas que por aqui passaram (cerca de 70), aos outros amigos que têm telefonado e muitos e-mails, além dos 22 comentários que foram colocados neste blog. Assim tem sido mais fácil viver aqui.

Aproveito para partilhar aqui, um dos comentários recebidos de uma amiga, que enviou um poema, "para despertar o arco-íris que pode estar escondido, por detrás do horizonte dos que resistem mais a adaptar-se ao ambiente hospitalar, pois não deve ser nada fácil..."
Receita para fazer o azul

Se quiseres fazer azul,
pega num pedaço de céu e mete-o numa panela grande,
que possas levar ao lume do horizonte;
depois mexe o azul com um resto de vermelho
da madrugada, até que ele se desfaça;
despeja tudo num bacio bem limpo,
para que nada reste das impurezas da tarde.
Por fim, peneira um resto de ouro da areia
do meio-dia, até que a cor pegue ao fundo de metal…

O Hospital Pulido Valente e a Crise [19]

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Junto aos hospitais costuma estar um sinal de trânsito alertando para a proibição de buzinar nas suas proximidades. E isso é importante para o sossego dos doentes, já lhes bastando o barulho do movimento do tráfego rodoviário e aéreo durante todo o dia.No entanto, talvez para dinamizar a economia nestes tempos de crise, com mais investimento público, o Hospital Pulido Valente está a fazer obras no andar por debaixo daquele em que estou instalado, e é um barulho ensurdecedor durante todo o dia, com o partir de paredes e demais obras da grande remodelação que está a ser feita.

Claro que só pode ser para benefício dos doentes e do funcionamento do Hospital.
Assim o sinal que deveria estar à entrada do edifício onde estou a morar actualmente deveria ser este.

Nem toda a gente se dá bem por aqui [18]

A maioria dos meus vizinhos dá-se bem por aqui. Vamos conversando, trocando experiências e esperando ansiosamente pela alta hospitalar.
Para aqueles que vão estando mais desanimados, lá lhes vamos dando algum alento, contando histórias, algumas anedotas e partilhando as nossas vidas. E são os médicos, as enfermeiras e auxiliares que vão tentando explicar calmamente o que se está a passar, para que servem os tratamentos, e explicando a situação de cada doente, para que em cada momento se saiba o que está previsto acontecer.
Mas nem sempre é fácil. Há exames para fazer, há resultados que não batem certo. E o corpo humano não é bem um relógio em que cada uma das peças sabe exactamente o que tem de fazer. Às vezes, existem muitas interferências, e em especial nos mais idosos, os sintomas cruzam-se, e entram para aqui com um problema no coração mas já trazem atrás de si um manancial de doenças de difícil resolução.
Enfim quando se está nesta clausura durante muito tempo, sonha-se com a data d…

As coisas que se vêem daqui [17]

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Aqui deste meu posto de trabalho, em frente à TV, vou-me dando conta de certas coisas que passam ao longo do dia e que habitualmente não reparo.

Ontem quando a RTP 1 iniciou a reportagem sobre a festa do FC Porto, pela conquista do campeonato, com as imagens do estádio do Dragão, apareceu em rodapé:
FC PORTO TRETA CAMPEONATO

Só alguns segundos depois devem ter dado conta do erro, e então lá emendaram para
FC PORTO TETRA CAMPEONATO

Deve ter sido algum coração (verde ou encarnado) empedernido e muito triste por tal ocorrência que achou por bem dar largas à sua revolta com aquela atitude.
É certo que se foi usado o corrector ortográfico não se daria pela diferença.
Mas eu não tenho dúvida de que foi um campeonato bem ganho e sem tretas.
Mas assalta-me sempre uma dúvida. Como serão os campeonatos nacionais daqui a uns anos, quando o Pinto da Costa já não for o manda chuva. Tal como será a Madeira quando o Alberto João Jardim se reformar.
Tenho impressão que isto anda tudo ligado.

O Estado da minha Crise [16]

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Hoje é o 18º dia de permanência aqui.
Já recebi 117 doses de antibióticos, além de vários outros medicamentos para nivelar a tensão arterial, para proteger o estômago e para outras coisas que agora já nem me lembro para que servem.
Segundo parece, através das análises de sangue que vão sendo efectuadas, a bicharada que me atacou o coração, está a morrer aos poucos.

No resto do tempo vou-me mantendo ocupado com o trabalho da EDP, com a leitura de jornais, com visão de filmes e alguma TV. Alguns amigos têm-me questionado sobre o que é isso de estar no hospital (de baixa) e continuar a trabalhar. Tenho-lhes explicado que actualmente na minha empresa e na minha actividade em concreto, todo o trabalho passa necessariamente (e quase em exclusivo) pelo computador. Só ficam de fora as reuniões e as saídas em serviço para contactos. Assim aqui nos hospital recebo os trabalhos, faço os contactos por e-mail ou telefone e envio as respostas. Marco reuniões para outros lá irem e quase tudo se vai man…

As Aventuras de um Coração Atrapalhado / Pequenas histórias de vidas [15]

Aqui pela minha sala já passaram 8 doentes. Como já cá estou há 18 dias, já sou um veterano e vou vendo-os partir. Numa destas noites apareceu o sr. J, um jovem de 78 anos. Vinha do hospital de Elvas. Estava muito preocupado com o funcionamento deste hospital, que não conhecia. Não tinha cama e por isso começou por ficar numa maca na nossa sala.

Aprendi com o meu avô João Boita e com o meu pai, que é fundamental para quebrar o gelo numa relação, saber desde logo de onde vem, onde nasceu, qual a sua actividade, etc.
E logo nessa noite fiquei a saber que era do concelho de Marvão, mas da Portagem. Local que eu conheço bem por já lá ter acampado e tomado banho na pequena represa aí existente. E assim continuamos as nossas conversas partilhando conhecimentos.

E isto é o que vai acontecendo com quase todos os que por aqui passam.
Este convívio forçado pela doença leva-nos a conhecer estas pequenas histórias de vidas, que por acaso se cruzaram num serviço hospitalar.

A propósito das posições do Bispo de Viseu

O Bispo de Viseu fez recentemente algumas declarações sobre a utilização do preservativo no caso da SIDA, do divórcio, do enriquecimento ilícito, etc. que podem significar uma nova forma de ver estas questões e que merece um encorajamento.
Foi isso que fizemos nesta mensagem que lhe foi enviada por e-mail:

Sr Bispo
D. Ilídio Leandro,

Temos acompanhado com muito interesse as suas recentes declarações sobre a questão do preservativo, do divórcio, do enriquecimento ilícito, e demais posicionamentos que nos parecem muito interessantes. É certo que estas suas declarações, se vistas desgarradamente, levaram a pretensa divergência com a doutrina oficial.
A nós, e sem o conhecer, estamos convencidos de que se trata de muito mais do que isso.
Tal como disse a propósito da sua nomeação "sou um de entre vós e quero estar, viver e caminhar convosco e, para isto, quero contar com todos vós", e por isso aqui estamos a transmitir-lhe a nossa opinião.
Nos últimos anos, e principalmente após o Conc…

As Águias e a Cardiologia [14]

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Não sei o que se passa aqui. Vim para este hospital nas vésperas da derrota do Benfica com o Nacional da Madeira. E com essa derrota lá se perderam todas as esperanças de se alcançar o título (mas isso já é habitual), mas acima de tudo perdeu-se o campeonato da Segunda Circular para os lagartos. O que é certo é que a partir daí este serviço de Cardiologia está a rebentar pelas costuras. Todos os dias chegam mais pessoas com avarias no coração e já não há camas para todos. Os que sobram têm de ficar em macas.
Eu não sou de intrigas, mas parece-me que é capaz de haver por aqui qualquer ligação.
Assim vou ficar atento à porta, porque um dia destes ainda entra para cá o Rui Costa ou Quique Flores. E até desconfio que o serviço de Cardiologia do Hospital de S. João, no Porto, deve estar às moscas.

Declaração de interesses: sou benfiquista desde os meus 6 anos. Antes disso era adepto do Belenenses, como o meu pai, mas as campanhas europeias do Benfica em 1961/62/63 e com cumplicidade do meu p…

Entretenimento [13]

O entretenimento aqui também tem as suas rotinas. Quando por volta das 7 h sou acordado para começar as doses de antibiótico, aproveito para me por a par das notícias, através da rádio. Alterno entre a TSF, Antena 1 e Rádio Clube.
Tal como dizia um bispo americano que todas as manhãs consultava a CNN, para saber por quem devia rezar, eu fico a saber as desgraças que se passaram neste nosso mundo. Também fico preocupado com os inúmeros problemas no IC19 e na VCI.
É certo que agora com a aproximação das eleições europeias, o que se ouve mais é a publicidade à Maizena, ao Photoshop e ao Bloco Central, e o ping-pong verbal, diário, entre alguns candidatos a protagonistas. Sabe-se pouco daquilo que se propõem fazer, mas isso agora não interessa nada.
Após as lavagens e a inspecção médica, chega o jornal e então dedico-me a saber mais em pormenor o que se passa por aí.
Passada a leitura, ligo o PC portátil e começa o meu horário de expediente com a EDP, aproveitando também para ver dos jornais …

Exijo um pedido de desculpas [12]

Exijo um pedido de desculpas àquele meu dente que por se ter estragado irremediavelmente teve de ser arrancado.
Exijo um pedido de desculpas a estas malditas bactérias que aproveitaram a porta aberta pelo dente e entraram por aqui dentro, e mesmo assim, em vez de se irem alojar, por exemplo nas unhas dos pés, foram logo escolher o motor principal, o coração.
Pronto, se eles pedirem desculpa, eu perdoo-lhes, …, mas também não sei o que fazer a seguir. A não ser continuar este tratamento, e esperar que tudo se recomponha e depois com um coração recauchutado e com um prazo de validade alargado, continuar a minha vidinha.

Qualquer semelhança entre este meu pedido de desculpas e as exigências que para aí andam do Vital Moreira, do Berlusconi, do Paulo Rangel, é apenas uma coincidência. Sim, porque eu não sou menos importante que eles.

Os hábitos e vícios [11]

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Ao longo da vida vamos ganhando alguns hábitos e até vícios que nos acompanham no dia a dia.
Eu quando saio de casa, passo por um café à entrada do Metro em Odivelas, ou à saída em Lisboa, e bebo um café. É aquela ideia peregrina de que este estimulante é que nos aquece os motores para um dia de trabalho.
Às vezes é a pausa a meio da manhã, para dois dedos de conversa com os colegas, acompanhado às vezes com uma saída para ir a um café.
Depois do almoço com amigos e colegas de trabalho, é natural não prescindirmos de vinho, e rematamos a refeição com uma rodada de cafés.
E se eu fumasse, seria também obrigado a uma série de paragens ao longo do dia para manter os níveis da nicotina.
E depois ainda temos a lata de dizermo-nos uns aos outros que são estes ou outros hábitos que dão sentido à nossa vida, sem os quais não podemos viver (“eu não consigo funcionar como deve ser sem um cafezinho matinal”).
Pois aqui no Hospital nada disto existe para os doentes e portanto não faz falta.
Vivemos com…

A despropósito dum blogue [a]

Um amigo fez esta apreciação:

Meu caro senhor.
Por razões que eu nem sei se sei, fui parar ao seu blogue.
Fiquei impressionado com algumas coisas que lá vêm e desculpe vir comentá-las.
1) De facto parece-me muito perigoso tirar dentes ao coração e é natural que dê infecção. É quase tão bom como pôr um pace maker na boca para se mastigar com mais ritmo.

2) O senhor Paulino teve muita sorte em o médico ter-lhe dado uma infecção cardíaca. Está bem instalado, num serviço todo limpinho, é bem alimenta… O meu vizinho, coitado, está num serviço mal cheiroso quase que não lhe dão de comer só porque o médico dele enfiou-lhe uma infecção gastro-intestinal e lá esta ele com a malta dos vómitos e diarreias.

3) O senhor teve foi azar na época em que foi internado. Se tivesse sido pelo Natal talvez até tivesse palhaços ao vivo e não só na televisão como descreveu. Não tenha medo de estar a ser muito caro pois eles é que gastam imenso dinheiro em viagens e jantares. Acho muito bem que se trate mas já a…

As rotinas [10]

A vida neste hospital está recheada de rotinas, que quase não me deixam tempo livre.
Logo às 7 h recebo duas doses de antibiótico injectável. Depois vou tratar das minhas lavagens, fazer a barba, tomar duche e vestir roupinha lavada. Um pijama, que é a nossa farda oficial de doentes.
Segue-se o pequeno-almoço, pão com manteiga sem sal, às vezes doce ou queijo, leite com café descafeínado, ou chá, e dois comprimidos para rebater.
A meio da manhã, fruta ou iogurte. Às 13 h almoço, que invariavelmente tem sopa (sem sal), e um prato de carne que alterna com o peixe ao jantar. Quase sempre fruta, às vezes gelatina ou um bolo com pouco açúcar. Quase sempre como acompanhamento, mais um comprimido para tratar de qualquer coisa.

Às 17 h o lanche, que é semelhante ao pequeno-almoço. Pelas 19 h chega o jantar.
No meio destas sessões levo mais umas doses de antibiótico (penicilina e gentamicina), porque a bicharada não é fácil de exterminar.
No meio disto tudo vamos vendo alguma TV, com excepção do pe…

As minhas vistas [9]

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Nesta minha presença no Hospital, estou confinado a uma sala com 3 camas, a um corredor com 50 metros e à casa de banho colectiva. As vistas que tenho do quarto são para o grande descampado onde estava o antigo estádio José Alvalade, e que actualmente o Sporting espera poder utilizar para a construção de habitação. Com a crise actual, está visto que vai ficar ainda muito mais tempo como descampado. O novo estádio fica escondido atrás da grande árvore que tenho em frente.


A partir da casa de banho e se abrir as janelas, tenho a vista do jardim central deste hospital.