Mensagens

Redondo, Ruas Floridas

Imagem
Fomos ao Redondo ver as Ruas Floridas.
Muito bonito, boa companhia e boa gastronomia.
Atenção, o que está nas fotos é feito (tudo) em papel. Temos de regressar, lá para Novembro para uma caminhada na Serra d'Ossa.

Noites mágicas

Imagem
Já tivemos outras noites mágicas como esta que agora vivemos no Pavilhão Atlântico, com o Leonard Cohen. Actuou durante 3 horas, para um vasto público que enchia aquela sala espectacular. A frescura da sua juventude de 74 anos contagiou o pessoal presente.
Recordo noites semelhantes com Compay Segundo e com B.B. King, no Coliseu de Lisboa.

Boletim Clínico

Imagem
Castelo Novo

A Cirurgia Cardíaca do Hospital de Stª Cruz, em Carnaxide, está a fazer limpesas, enquanto o pessoal está de férias. Assim só devo ser operado lá para Setembro.
Entretanto o melhor é ir trabalhando e descansando quando se possa, para começar a nova época em grande, e depois lá irei à recauchutagem.
Castelo Novo

Os telemóveis e a nossa vida

Os telemóveis alteram muito os hábitos das pessoas. Quando tocam, a meio de reuniões, congressos, na missa, etc. e como o número de quem telefona aparece no visor, as pessoas não têm coragem de desligar, e então fazem aquela cena caricata: "O pá, desculpa mas agora não te posso atender, estou numa reunião... ligo-te mais tarde". Que cena estúpida: não te posso atender, mas atendi. Gastaste uma chamada e não falamos de nada, e a operadora móvel agradece. Só se for para animar a economia.
Ora não seria mais prático, como se fazia com os velhos telefones fixos, que quando não se podia atender, eles tocavam e se ninguém podia atender ligavam mais tarde. Esta ideia fixa de que a vida é feita ao ritmo do telefone e do imediato, não nos leva a lado nenhum. Ainda por cima como fica registado o número no nosso telemóvel, podemos sempre reatar o contacto, então em momento oportuno.

Embirro quando me perguntam num telefonema para o telemóvel: "Desculpa, mas não sei se me podes atend…

À Espera

Um mês depois da saída do Hospital, estou à espera, sentado, da oportunidade de fazer uma recauchutagem ao coração, que na linguagem das lilicinhas se poderia chamar um lifting, que me deverá deixar seminovo, como se anuncia na venda de automóveis.

Entretanto, no regresso a casa, alguns dos hábitos hospitalares ficaram. Continuo a acordar por volta das 6 h/6:30 h da manhã. Era a hora a que começavam as actividades de limpeza no hospital. Passei a fazer uns lanches a meio da manhã e da tarde, e antes de deitar lá vai uma bolachinha com leite. Se no final isto me der um melhor equilíbrio, e uma vida melhor, sempre posso dizer, como é hábito entre nós, "afinal ainda tive muita sorte com esta doença"!

Os tarifários e a nossa vida

Nos primeiros dias em casa recebi vários telefonemas de amigos, à noite, que queriam saber de mim. Achei estranho que as conversas se prolongassem por muitos minutos, com alguns mais de meia hora. Até parecia as conversas de mulheres... pormenor para aqui, mexeriquice para acolá, e a conversa nunca mais acabava. Uma das vezes até fiquei com o jantar a meio, que a bem dizer, não tive coragem de dizer àquele amigo que não era a hora mais oportuna.
Mas foi bom receber estes telefonemas porque assim fiquei a par do que tinha acontecido à minha volta.
Só então verifiquei que com os novos tarifários das operadores de telecomunicações, net e TV, e com a possibilidade de telefonemas sem tempo definido incluídas no pacote, não há oportunidade que o português não aproveite e assim vá de telefonar aos amigos.
Eu imagino o que será o entupimento no tráfego de voz em algumas casas.
É assim que estes tarifários das empresas privadas, mudam os hábitos dos portugueses. E andam alguns ainda a pensar que …

O Trabalho e o Contribuinte [35]

Ao longo do mês em que estive hospitalizado aproveitei o tempo livre de tratamentos para me manter a par do que se passava no meu departamento e com a ajuda da rede móvel no PC portátil fui fazendo o que podia do meu trabalho. É que estando doente do coração não estava inválido.
O meu trabalho na EDP hoje em dia, é quase todo feito a partir do computador no gabinete. Recebo os pedidos de trabalhos, faço os contactos por e-mail ou telefone e envio as respostas. Como não podia ir ao terreno, combinei reuniões para outros lá irem e quase tudo se vai mantendo activo. E faço isso com grande prazer. E assim é foi muito mais fácil aguentar o tempo de clausura no hospital.
Achei muito estranho que algum@s amig@s me tivesses questionado sobre esta atitude, como se fosse completamente incompatível o estar doente (e de baixa) e continuar a trabalhar. Como se o trabalho fosse tão penoso para a vida, que até pudesse colocar em causa a minha saúde.
É certo que estes reparos vieram de quem tem um contr…