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A Preparação [2]

À tarde, depois de me ter sido atribuída uma cama, vesti a roupa de doente. Sim porque isto nos hospitais, tal como já referi nas histórias passadas no Hospital Pulido Valente, há fardas para tudo. E o doente é aquele que veste um pijama. A anestesista e mais tarde um médico vieram explicar-me o que se iria passar no dia da operação. Uma das curiosidades foi o de saber que iria acordar na Unidade de Cuidados Intensivos, e que não me preocupasse, porque teria um tubo enfiado pela goela abaixo, e que isso seria normal. Ou seja não tinha morrido e não estava na fase de ressuscitação.
Tive também outras explicações sobre a prótese aórtica a colocar (e também da hipótese de se fazer apenas uma reparação na existente).
Chegada a hora da janta, recebi alguns medicamentos para tomar, o Tantum Verde para desinfectar a boca e o Mycostatin para bochechar e engolir, e dois clistéres... Olá, então dão-me o jantar e querem que eu fique limpo logo a seguir? É assim o protocolo.
Também tive de tomar ban…

A história do Acto, vista pelo próprio [1]

Comecei pelos exames médicos. Obtida a papelada adequada fui para a recolha de sangue para análises. Retirei a senha e vi que tinha 17 números à minha frente. Ainda sem jornal para ler, fui ver como era o ambiente na sala de espera. E aqui entra em cena um Voluntário, que olha para a minha papelada, e vendo que eu sendo um pré-operatório, me diz o balcão onde me devia dirigir, porque era prioritário. O que foi bom, para quem não estava grávido nem suficientemente idoso para ter direito a tais mordomias.

A importância que têm nos hospitais este tipo de voluntariado, especialmente quando as pessoas estão mais fragilizadas.

Retirado o sangue era altura de ir comprar o jornal Público e finalmente tomar o pequeno almoço. Fui parar a um café, nas proximidades do mercado de Carnaxide onde fiz este pequeno intervalo para leitura e matabichar, antes de passar às próximas provas (RX e ECG).

Qual não foi o meu espanto, ao verificar que ao fim de alguns minutos as mesas da esplanada à minha volta e…

Novo Boletim Clínico

A operação foi feita na manhã de 6ª feira, 14 de Agosto.
Depois da passagem pela Unidade de Cuidados Intensivos, Cuidados intermédios e pela enfermaria, regressei a casa na 4ª feira, 19 de Agosto, onde me encontro em franca recuperação.
Muito obrigado pelos incentivos, pelas orações e pelas preocupações manifestadas. Agora é ir andando devagarinho e em breve já devo estar operacional.

A saga parte II

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Resolveram desentubar o Tozé, o que na minha opinião, poderia ter demorado mais um bocadinho, porque até estava a saber bem não ouvir as boquinhas do costume. Para cúmulo, no dia a seguir, tiraram o resto dos tubos e agora ele anda por aí, tipo superherói com um coração novo, por isso aconselho precaução nas redondezas do hospital de Sta. Cruz.
No entanto, ainda não consegue correr, por isso estamos relativamente seguros, desde que mantida uma distância de segurança. Por este motivo, vou de férias para os Açores, e tendo em conta isto desejo-vos sorte, principalmente tendo em conta que agora vai ser o Boita a actualizar este bloggue.
"Isto está-se a compor!!!!"

Boitinha
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Pra melhor, assim está bem está bem. Pois é, a recauchutagem foi um sucesso, ao que parece a válvula estava bastante estragada e tiveram mesmo que substituir por uma mecânica.
Como sempre, o Tozé estava muito bem disposto como podem ver pela fotografia, exigiu até um fecho eclair daqueles todos xpto com duplo zip, jantes de ligas leve e luzes neon.
A única coisa que o aboreceu foi não poder ter o portátil na UCI, para poder continuar as memórias, por isso a boitinha carregou esse peso nos seus ombros e aqui estou estoicamente a deixar a minha mensagem.
A esta hora ele já estará a respirar sem ajuda e certamente vai me lixar a cabeça por não ter ilustrado este post com uma fotografia dantesca dele com tubos a entrarem por todo lado.
Amanhã a saga vai continuar, obrigado a todos pelo apoio, miminhos, por estarem sempre por perto.
Boitinha

A Operação

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A esta hora já devo ter um coração recauchutado.
Não se vão ver os efeitos para já. Primeiro é preciso que todo o equipamento volte a trabalhar como deve ser. Depois os pontos que seguram o fecho éclair têm de fechar bem, para não entrar frio. Porque ter um coração frio não deve ser grande coisa. Depois ainda vou ter de aprender a viver com o motor novo e fazer a rodagem. Em breve teremos aqui mais notícias escritas pelos meus filhos.

Testes Médicos

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Deu entrada esta manhã, no Hospital de Santa Cruz, em Carnaxide, um jovem com quase 54 anos, para fazer os habituais testes médicos, com vista ao reforço da equipa para a próxima época. Para evitar a confusão habitual com a imprensa, entrou pela porta dos fundos,..., mas afinal por falta de coordenação do seu agente com os meios de comunicação social, não havia nenhuma equipa de reportagem da SIC (que até fica nas proximidades). Os testes incluiram a colheita de sangue para verificar a sua qualidade, um Rx ao tórax e ECG (electrocardiograma), e para já chega. À tarde e após um almoço no exterior (para prevenir as futuras refeições sem sal) dará entrada num quarto com vista para o rio e entrará em meditação para o grande encontro de amanhã, com o cirurgião, que irá fazer a substituição da válvula aórtica.

Nem toda gente tem a sorte de aos 54 anos poder fazer este tipo de recauchutagem e assim ficar com uma máquina renovada.