Somos todos frágeis, todos iguais e todos preciosos
Almeida, 2003 © António José Boita Paulino
Somos todos frágeis, todos iguais e todos preciosos
Senhor,
Ajuda-nos a compreender este tempo, com o céu estrelado na escuridão e o
silêncio do dia e da noite.
Ajuda-nos
a compreender as vezes sem conta em que o dia e a
noite envolvem a nossa vida.
Senhor,
Ajuda-nos
a partilhar com os últimos, como caminho para um mundo mais humano e fraterno,
onde ninguém seja excluído e marginalizado, qualquer que seja a sua idade e
condição social ou da sua saúde. Traz luz onde há escuridão, e conduz a nossa
vida para um mundo melhor.
Senhor,
Abre-nos
os olhos para ver como vens ao nosso encontro e dá vida à nossa fé de forma a
aprendermos a identificar e a viver do essencial.
Senhor,
Ajuda-nos
a entender, que temos de deixar de ser gente muito ocupada a fazer coisas
inúteis e a aprender a cuidar dos outros.
Senhor,
Ajuda-nos
a ter fé, nesses momentos, em que Deus não nos deixa sozinhos, mas faz-Se
presente e dá resposta às questões decisivas sobre o sentido da nossa
existência:
Quem
sou eu? O que andei a fazer? O que posso fazer diferente e melhor?
Senhor,
Ajuda-nos
a descobrir, neste tempo de privações, o que fizemos ao longo da nossa vida,
nos tempos apressados em que nos deixamos levar pelo prazer imediato e não
demos valor ao essencial da vida.
Senhor,
Na tragédia que estamos a atravessar, com os nossos medos e as
nossas incertezas, reconheçamos que somos frágeis. Precisamos de Ti, que para
além das nossas fragilidades, nos dês a descobrir a esperança em melhores
tempos, diferentes dos que vivemos até agora.
Senhor,
É tempo de removermos as desigualdades, de sanar a
injustiça que mina pela raiz a saúde de toda a humanidade.
Senhor,
Fomos surpreendidos por uma tempestade inesperada, que nos apanhou a todos. Ajuda-nos a
entender que, embora em barcos diferentes, estamos todos frágeis e desorientados, mas ao mesmo
tempo, somos todos importantes e necessários, todos carecidos
de mútuo encorajamento.
Senhor,
Ajuda-nos a ver na Tua misericórdia, que não esquece quem fica
para trás.
Que a indiferença egoísta não se apodere de nós, que não há
diferenças nem fronteiras entre aqueles que sofrem.
Somos todos frágeis, todos iguais e todos preciosos.
António José Boita Paulino e Ana Maria Nunes
Gonçalves
Oração inspirada nos textos do Papa Francisco
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