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A mostrar mensagens de Novembro, 2003

À vela

Os espanhois através da cidade de Valência, vão ter barcos à vela até 2007. E assim talvez fiquem mais ricos. Pelo menos era isso também nos era prometido para a zona da Docapesca. Nessa altura, segundo creio, estaremos completamente integrados na grande nação ibérica, pelo que, tal acontecimento e tal riqueza deverão contribuir para o nosso PIB comum.
Por isso temos de estar contentes. Olha se tivessem ganho os italianos ou os franceses?
ajp

Ler devagar

Um destes dias, no lançamento de um livro sobre os media, "Fogo sobre os Media" coordenado por J.M.Pureza e Francisco Ferrándiz, o jornalista Adelino Gomes, do jornal Público, fez uma comunicação, empolgada, profunda, excelente, sobre a sua experiência e estudo sobre estes fenómenos mediáticos.
Foi bom ver como, no meio de muita mediocridade que impera nos nossos media, vai havendo gente que sobre eles reflecte e produz pensamento. Os recentes acontecimentos que envolveram os jornalistas portugueses no Iraque, à volta da GNR, veio mostrar como andamos atrasados no tempo e sem preparação para actuar e perceber o que se passa em terrenos de guerra. O texto do operador de câmara da CBS, Mário de Carvalho, no domingo no Público, "Parem lá com isso!" foi bem esclarecedor das diferenças de entendimento do que deve ser uma reportagem na guerra.
É nestas discussões que os nossos media deveriam entrar, pramelhor informarem.
António J Paulino

A língua de um treinador

Dos jornais:
O Belenenses mudou de treinador.
O Manuel José arranjou um novo contrato das arábias e foi ganhar dinheiro, deixando a equipa de Belém.
Mas nisto do futebol há sempre alternativas. Há aí pelo mundo, sempre algum treinador disponível, normalmente despedido de outro clube, disposto a prosseguir carreira num outro país.
Foi o que aconteceu agora.
Desta vez, e para desenjoar dos brasileiros, que costumam parar pelo Belenenses, veio um sérvio, de seu nome Vladislav Bogievic.
Até aqui nada de especial, que não aconteça em muitos campeonatos.
Mas o mais interessante veio a seguir. Quando os dirigentes do Belenenses o apresentaram, além de salientarem as suas qualidades como treinador, disseram que o facto de ele falar castelhano, foi um factor decisivo para a sua contratação.
Estamos cada vez mais ibéricos e menos portugueses.
O castelhano é a língua mais falada na Península Ibérica, a bem dizer entendida por todos os povos que aqui habitam (bascos, galegos, catalães, portuguese…

Maturidade

Dos jornais de ontem vem a notícia da descoberta de dois cientistas neozelandeses de um etiquete que ao serem sensíveis aos aromas libertados pela fruta, nos podem indicar o seu estado de amadurecimento, mudando a cor.
Assim deixaremos de apalpar a fruta, que é sempre uma actividade de que todos gostamos, para saber se devemos comprar ou não.
Já estou a imaginar o que o futuro nos reserva. Etiquetas semelhantes, transformadas em apetrechos de vestuário, que vão indicando para o exterior o nosso estado de amadurecimento na vida, o nosso estado de espírito, o nosso humor. Assim saberíamos melhor como dialogar com os outros.
ajp

Seguranças

A CP, preocupada com a crescente insegurança que se vive em alguns comboios da noite, na linha de Sintra, contratou uma empresa de segurança para tentar dissuadir os energúmenos de atacar os passageiros e de destruiar as carruagens.
Parece que a Federação Portuguesa de Futebol vai contratrar a mesma empresa para acompanhar aos balneários os nossos jovens da bola, sub-21, que não são capazes de tomar duche sem deixarem a sua marca por onde passam.
Afinal as claques não passam de uns anjinhos...
ajp

Guias Turísticos

Coisas do passado.
Quem não se lembra de ver junto dos monumentos históricos um conjunto de turistas à volta de um ou uma guia turística, bem visível com um chapéu de chuva, ao alto, garrido, com a bandeira do país, para que ninguém se perdesse. E assim se guiavam esses descobridores do passado, de batalhas sangrentas, de lutas entre povos, visitados numas férias aprazíveis, longe das guerras actuais.
Mas as coisas vão mudando.
Hoje no Metro, entraram 27 japoneses.
Achei estranho todos terem um auricular. Todos a ouvir rádio ou um CD no Metro seria difícil... Só se fosse alguma explicação do Metro, como a que existe em alguns museus.
Afinal o que se passava era que estavam a ser rádio-comandados por uma guia, que com um pequeno emissor, lá os orientava à saída da carruagem, para mudarem de linha. Deveriam ir para a Baixa.
São estas as pequenas novidades tecnológicas que vão tele/rádio comandando as nossa vidas.
ajp

A GNR e o Iraque (2)

E como perguntava aquele meu amigo:
- E se for um guarda da GNR a apanhar o Saddam Hussein, que andava disfarçado a pedir à porta de uma mesquita no Iraque?
Então o ministro Figueiredo Lopes será, naturalmente, condecorado pelas Nações Unidas...
ajp

Miguel de Vasconcelos

No fim de semana ao ler os diversos comentários à recente cimeira ibérica, verifiquei que se vai chegando à conclusão, de que não passamos de um país lateral que para tudo precisa de passar por Madrid.
É nos comboios de alta velocidade [TGV], é no mercado ibérico de electricidade [MIBEL], é nas pescas, é em tudo o que nos pode levar a uma maior dependência de Espanha.
Miguel de Vasconcelos foi atirado da janela abaixo aquando da restauração da independência de Portugal, no 1º de Dezembro de 1640, acusado de traição por estar feito com os castelhanos.
Após 60 anos de subjugação, assim se cimentou na época, a ideia de que de Castela, nem bom vento nem bom casamento.
Mas estes recentes acontecimentos e a cada vez maior dependência do poder económico espanhol, irá certamente levar a uma inversão destes valores.
Será que o Miguel de Vasconcelos será brevemente reabilitado? Porque ele de facto teria tido a visão estratégica, mas muito adiantado para o seu tempo, de que o nosso futuro pass…

A GNR e o IRAQUE

Os militares da GNR chegaram ao Iraque.
Trata-se de uma operação de risco que resulta fundamentalmente do seguidismo do nosso governo em relação às opções estratégicas dos EUA. Tal como nas guerras antigas, vamos à procura do nosso saque.
Não era preciso.
Não creio que tivéssemos necessidade disso.
Ao participarmos em missões militares, mesmo sob a forma de manutenção de paz, num país ocupado por tropas estrangeiras, que derrubado mas não eliminado Saddam Hussein, parece que estão apenas à espera do saque do petróleo e da reconstrução, estamos a embarcar numa missão sem sentido.
O recente atentado contra as tropas italianas veio infelizmente mostrar irracionalidade de tudo isto. Os norte americanos com os prazos apertados para o calendário eleitoral de George W. Bush, incapazes de fazer a libertação e democratização de um povo, têm pressa em passar a batata quente para os aliados.
E agora, se houver grande crise, com um mesmo tipo de atentado que recentemente atingiu a tropa italian…

O meu carro foi roubado (2)

O meu carro já apareceu. Foi em Cascais.
Parece que serviu para uns assaltos. Foi abandonado, mas apesar de tudo só levaram o painel do rádio.
Afinal até foram uns bons rapazes.
Há carros, que mesmo muito velhos, têm um valor inestimável.
Foi bom reaver este amigo.
ajp

O meu carro foi roubado (1)

O meu carro foi roubado.
Foi preciso fazer a participação na Polícia.
Na esquadra de Santa Marta, num gabinete sem condições, agarrado a um pc portátil o senhor agente escreveu a participação, que assinei no final.
Até aqui tudo bem. Quero dizer, com aquelas condições de trabalho seria difícil fazer melhor.
Mas o engraçado foi ver, como são solícitos os agentes da autoridade, ao tentar averiguar se a viatura teria sido rebocada para algum dos parques da PSP. E foi vê-los a telefonar para cada um dos parques para saber da minha viatura. Ao fim de cerca de meia dúzia de telefonemas, incluindo a EMEL, concluiu-se que ele não estava em lado nenhum.
Mas afinal para que serve a informática na PSP se não existe um sistema central de informação sobre os carros armazenados nos parques?
ajp

Incêndios

Este Verão ficou tristemente célebre com os incêndios que queimaram grande parte do território, deixando um rasto de desespero nas pessoas e instituições mais afectadss. E como temos visto, ainda a procissão vai no adro. Passaremos o Outono e o Inverno nessas discussões, com mais ou menos formação de bombeiros e entretanto alguns (ir)responsáveis foram ou serão demitidos e se calhar no próximo Verão voltaremos ao início desta história.
Mas não haja dúvida que estes tristes acontecimentos deixaram marcas em toda a população.
Vejam o que eu encontrei na montra de um restaurante da Av. Duque de Loulé:
Precisa-se de Ajudante de Cozinheira
com prática de Fogo


Será para melhor atacar os incêndios na cozinha ou para dar uma ajuda aos bombeiros da zona?
ajp

Prazo de validade

Os medicamentos têm quase sempre um prazo de validade. Suponho que é para que não prejudiquem o organismo. Não vá o Diabo tecê-las e aquilo que era suposto curar pode tornar-se perigoso.
Nas empresas também existem processos semelhantes.
Às vezes existem trabalhadores a quem é comunicado o fim do seu prazo de validade. Alguns barafustam. No meu tempo nada disto acontecia! Não é assim que se tratam os assuntos. Os mais novos não têm calo e sabem muito pouco. O que vai ser da empresa sem os conhecimentos dos mais experientes.
Tudo isto são insinuações de quem já pouco tem para dar à empresa.
Os tempos são outros e a vida não para.

Encontrei na rua um antigo colega. Recém pré-reformado.
- Então o que fazes?
- Ando a viajar. Vim agora de Espanha. Ando por lá a descobrir a arte, a pintura, os monumentos, as paisagens.

Modos novos de encarar a vida, para quem tiver a oportunidade de gozar a vida desse modo.
ajp

Cor de Rosa (2)

Ainda a propósito das revista cor de rosa portuguesas. O melhor é começarem a fazer um suplemento com origem nas prisões portuguesas. É que com tantos jet 7 na prisão ou à volta delas, bem que podíamos ter umas Caras Prisões, Flash Prisão, TV 7 grades,...
ajp

Cor de Rosa (1)

As revistas cor de rosa exultam de alegria. Depois de um longo tempo do defeso após a trágica morte da princesa Diana, eis que surge, como que por magia, uma nova princesa -Letizia.
Tem todos os ingredientes para se fazerem grandes capas e muitas estórias fantasiosas. A plebeia, mas profissional da comunicação, com uma carreira e com êxito, chega onde outras só chegaram por serem filhas de Alguém nobre.
Agora vamos ter um corropio de informação, com muito ruído e recheada de muita invenção, que irão adocicar e também azedar esta relação amorosa, que por via da publicidade, não tem grandes condições para ser uma relação normal.
Pena é que dois jovens não possam amar-se livremente e constituir família sem passar por esta publicidade impiedosa, que hoje os idolatram e amanhã os crucificam.
ajp

A morte raspou à porta

A morte não nos bate à porta. Então seria impossível escrever este texto.
Mas às vezes a morte raspa a nossa porta, leva algum dos nossos familiares e amigos. Ontem foi a vez da mãe de um amigo meu.
Juntamos outros amigos e junto à igreja onde o corpo foi depositado, falamos dos vivos, soubemos uns dos outros e dos nossos filhos. Celebramos a vida de quem partiu e tentamos assim consolar o nosso amigo.
É a vida, dizemos muitas das vezes nestas situações, em que ficamos quase sem saber o que dizer.
Aqueles que já passaram por estas situações, como eu, que já vi partir os meus pais para a sua viagem definitiva, sabemos bem o que significa ficar perdendo de vez as referências físicas ao nosso passado. Mas também sabemos que a memória dos nossos pais, os valores e as histórias que nos foram transmitidas, vão sendo sucessivamente lembradas.
Acho que passei a fazer isso mais intensamente. Vou citando ao longo dos dias e para as mais variadas situações, as frases e as memórias que ten…

A tristeza no olhar...

Num título de 1ª página de um jornal am língua russa publicado em Portugal, pergunta-se: porque é que os portugueses têm tanta tristeza no olhar?
É assim que somos vistos por alguns que connosco vivem. Poderemos dizer que não é bem assim. Existem de facto muitas tristezas à nossa volta, mas de vez em quando também temos umas alegrias. Mas parece que são insuficientes para que modifiquem o nosso olhar.
Acho que hoje vou fazer um esforço para alegrar o meu olhar. Pode ser que alguém note.
António José Paulino

A morte do Big Brother

Parece que está quase a morrer.
Já lhe foi diagnosticada a morte no 24 Horas. O que talvez signifique que as outras novelas da vida real, que nos enchem o dia, já são mais importantes, e não vale a pena inventar uma vida virtual na Venda do Pinheiro. Ou então o pessoal já está farto deste tipo de telelixo, e talvez comece a ver as magnificas séries da RTP 2, ou a ouvir música, ou a ler um livro.
Há muito mais formas de ocupar o tempo do que ficar teledependente.
ajp

A nova Luz

Estive lá, mas foi difícil entrar. Tentei comprar bilhete, mas dificultaram-me a tarefa. Nem para receber têm jeito.
Acessos... um caos completo. A pressa das nossas inaugurações. É o mesmo nas auto-estradas antes de eleições e foi também assim com o estádio, também por causa das eleições.
Só consegui entrar na 2ª parte, e à borla. Também não valia a pena pelo Benfica. Só valeu pelo Beira-Mar, que se bateu como um leão para ganhar. O estádio é bonito,..., mas tem uns ecrans pouco gigantes, que só mostram o resultado, as horas e as entradas e saídas de jogadores. Como estamos em Portugal, são designadas por OUT e IN (estão à espera de tradução).
Mal empregado estádio para tal equipa.
Para o ano haverá mais.
ajp

Encontro Informal de Blogs - Lisboa

Cheguei tarde e saí cedo.
Não deu para me aperceber de tudo. No entanto deu para ver que existem blogs que devem a sua existência às polémicas que levantam, algumas legítimas, outras por narcisismo, outras só para que o sistema se mantenha.
Mas é um espaço de liberdade.
Tenho uma amiga que se queixa que se deveria olhar melhor para o que se escreve. Porque, diz ela, há muita coisa mal escrita na blogosfera, ou no blogospaço, como ouvi lá dizer. Mas como controlar esta escrita?
Os comentários são importantes ou só servem para que sejam citados?
Foi bom ter visto estas discussões. Foi bom ter encontrado um antigo colega que anda agora por estas bandas, no Farol das Artes.
Vamos em frente.
Cá para mim, o interesse deste blog, é o de partilhar ideias, fazer comentários, dar sugestões, de algo que possa tornar a nossa vida pramelhor.
António J Paulino