Mensagens

A mostrar mensagens de Dezembro, 2003

Incêndios no Inverno, Cervejas no Verão

Afinal os incêndios do Verão passado prolongam-se até este Inverno.
Depois das casas e das matas ardidas, apareceram os helicópteros que sobrevoavam Lamego, em viagens turísticas e agora apareceram os jipes, que são oferecidos, mas afinal permanecem ao serviço dos antigos reis das águas.
Talvez seja de sugerir que no próximo Verão se combatam os fogos com cerveja...
ajp

Prendas

- O que é que estás à espera de receber no Natal?
- Oh amigo, com esta idade só me calham cuecas, cachecóis e peúgas...

Mensagens natalícias

Das diversas mensagens natalícia recebidas quero destacar esta, de um colega de trabalho, grande amante das coisas boas da vida, que pela sua actualidade quero partilhar com aqueles que por aqui passam para ler estes textos:

Caros amigos,

Há muitos anos, muito antes do aparecimento da televisão, do computador e do telemóvel, deu-se um acontecimento, de tal forma mediático, que, ainda hoje, rivaliza com as super-notícias que pululam pelos jornais das televisões, em horário nobre.

Na altura, nem os jornais da terra (a existirem) fizeram eco do nascimento. Embora, nascer, na altura, é que fosse notícia. E não morrer, como acontece hoje. Hoje, como sabem, morre-se a toda a hora na televisão. Seja na estrada, num filme de suspense com o serial killer de serviço, numa disputa de vizinhos em Freixo-de-Espada-à-Cinta ou num atentado bombista em Jerusalém e no Iraque. Morre-se a toda a hora, numa sangria desatada, dando ao mundo parecenças com um vulgar matadouro.

Os pais da criança, mudos d…

Cá estamos no Natal

Ontem à tarde e à noite o telemóvel não parou, com recados e mensagens escritas de Boas Festas. Por pouco que não acabaram por perturbar um funeral de uma minha tia. Nunca me tinha acontecido. A morte de um familiar mesmo em cima do Natal, quando nos preparamos para celebrar um nascimento.
Mas é a vida (como dizia o outro)...
Na maioria das mensagens escritas, amigos, familiares e colegas lembram-nos nesta data, que ainda não estamos sós. Nos últimos dias também o computador fervilhou com textos e ficheiros anexos, zipados , com os desenhos e gracinhas de Natal.
Não respondi ainda a ninguém. É cedo. Vou deixar passar uns dias, porque assim sempre posso fazer durar e cumprir aquela ideia, de que o Natal é quando nós quisermos.
ajp

Viagens para o Iraque

Está na moda. Depois da ida de G. Bush para comer o perú de plástico, e mostrar-se aos seus homens e à opinião pública americana, toda a gente, que é poder, vai ao Iraque visitar (muito rapidamente), os bravos soldados que aí se batem pela sobrevivência.
Faz lembrar as tréguas que eram negociadas durante o Natal, nas antigas grandes guerras. Então os inimigos faziam patuscadas, trocavam prendas durante esse período, e uns dias depois voltavam a tentar matar-se.
Mas as guerras actuais já não se compadecem com estas subtilezas.
Agora é tudo a despachar, porque podemos ter que ir fazer a guerra para outro lado.
ajp

"Se não nos virmos..."

Se não nos virmos, Bom Natal e Feliz Ano Novo.
É mais ou menos desta forma que vamos ouvindo a troca de saudações entre as pessoas.
Se não nos virmos, porquê? A ideia seria a de termos a oportunidade de desejar as boas festas, a cada familiar, amigo ou conhecido, mesmo em cima da hora, mesmo na véspera. Como se o facto de o manifestarmos desde já, leve a que esse desejo se perca ou arrefeça com o tempo. E nesta época, o que queremos mais é o calor das festas.

E para que eu não fuja à tradição, desejo desde já, aqueles que por aqui passam, que o Natal seja de facto uma boa época de muita esperança num Bom Ano de 2004. E divirtam-se.
António José Paulino

Bandeiras vermelhas

Ontem, as bandeiras vermelhas brilharam em Bagdad, com entusiasmo.
E afinal não foi pela vitória do Benfica no campeonato.
Ao princípio pensei que era esse o motivo..., quando veremos tal coisa em Lisboa?
Mas era apenas pela queda física do Saddam.
Quantos mortos foram precisos (e contiunuarão ser), de todas as nacionalidades, para terminar com o sofrimento dos iraquianos?
ajp

Água potável

Fui ao Porto, de carro, pela A1.
Parei para descansar, como mandam as regras e o corpo exige. Foi num dos dois parques para repouso, sem contar com as áreas de serviço.
Os santários estavam ao abandono, e são de uma configuração que já não se usa.
E água?
Dois grandes avisos indicam-nos que água não é potável. Dá apenas para lavagens.
Aqui está a Brisa a obrigar os condutores a irem comprar água às áreas de serviço, aos preços exorbitantes a que já nos habituaram. Não deveria ser assim.
Como estamos longe da Europa.
ajp

Os casos da justiça

Este ano tem sido muito fértil em casos da nossa justiça.
Durante todo o ano, o caso da pedofilia na Casa Pia.
Agora em Dezembro voltou-se mais uma vez ao caso Camarate, 23 anos depois do acidente ou atentado que vitimou vários políticos entre os quais Francisco Sá Carneiro.
Será que as minhas amigas do Pepe'R'us, que ainda não tinham nascido em 1980, saberão o que foi este caso?
Voltou agora também o caso Costa Freire, que começou à 17 anos. E o mais absurdo é que não vai valer a pena, porque em breve vai ficar prescrito.
Fico confuso com tanta justiça e com tanta lentidão.
O que é que terei de deixar escrito para os meus netos, para que eles percebam, talvez daqui a 23 anos, do que é que se tratava o caso da pedofilia na Casa Pia?
Não é de achar ridículo, aquelas entrevistas que se fazem nestas alturas, em que muitas pessoas, e algumas com grandes responsabilidades, dizem sempre com um ar ingénuo, que confiam na justiça portuguesa....
ajp

A melhor aluna

Um destes dias veio publicado que a nossa melhor aluna do ensino secundário, que estuda em Coimbra, apesar de ter 20 não quer ir para Medicina, mas está a estudar jornalismo.
Que país este, que realidade é esta do nosso ensino, que pretende formar os futuros médicos apenas a partir de génios, e as restantes profissões apenas para jovens apenas medianos?
E é com estas e outras situações que se vêm repetindo ao longo dos anos que levam a que faltem médicos nas urgências de pediatria em Lisboa, e em muitos centros de saúde do país.
Onde anda a Ordem dos Médicos? O Ministério da Saúde e da Educação?
Quanto tempo vamos esperar para que esta situação se resolva?
ajp

Anúncios engraçados

Passa agora na rádio um anúncio do Banco Espírito Santo (BES), bastante engraçado, sobre uma oferta de Natal de um jovem marido à sua também jovem esposa (ou serão namorados?), em que ela fica muito agradada com a originalidade da prenda. Trata-se da neve. A queda de neve, que ele lhe disse ter sido uma oferta especial dele. E ela, ingénua (?), acreditou. Depois publicita-se o banco, e no final, para terminar a graça, ela diz com ar zangado que afinal estava a cair neve na varanda da vizinha...
É esta mania dos anúncios engraçados para cativar melhor o ouvinte.
Mas o mais dramático, é que com este tipo de mensagens publicitárias, o que se pretende também passar, é esta forma de inferiorizar a mulher que, quase sempre ingénua, acredita em tudo quanto o marido (ou namorado) lhe diz para a convencer do seu amor...
Não será possível passar outras mensagens que dignifiquem as pessoas, homem ou mulher?
ajp

Subsídio de Desemprego

Ontem, com alguma displicência, o ministro Bagão Félix, achou quase normal, e sem importância, que o pagamento do Subsídio de Desemprego estivesse atrasado 3 dias.
Quando o desemprego em Portugal atinge valores nunca vistos, é de muito mau gosto um governante tentar menorizar o impacto de tal atraso.
Primeiro pelo facto de qualquer que seja o valor em causa, não desculpa as obrigações do Estado. Depois, porque para os que recebem valores baixos, esses são os únicos com que podem contar, e as contas a pagamento não podem esperar. É que se tiverem de pagar alguma taxa ou imposto ao Estado, este não vai aceitar atrasos.
Assim é difícil viver pramelhor.
ajp

Autoeuropa

Um posto de trabalho, um local para o desempenhar, um salário certo e duradouro, são atributos cada vez mais procurados. Parece que foi isto que os que trabalham na Autoeuropa quiseram preservar, contra a hipótese de um terço de despedimentos. Quem tem um emprego não o quer largar. E se a solidariedade entre todos, puder manter o maior número de empregos, então tanto melhor.
Talvez este seja um exemplo a seguir por mais empresas e trabalhadores, acautelando assim o futuro, que cada vez parece mais incerto.
ajp