A história do Acto, vista pelo próprio [1]

Comecei pelos exames médicos. Obtida a papelada adequada fui para a recolha de sangue para análises. Retirei a senha e vi que tinha 17 números à minha frente. Ainda sem jornal para ler, fui ver como era o ambiente na sala de espera. E aqui entra em cena um Voluntário, que olha para a minha papelada, e vendo que eu sendo um pré-operatório, me diz o balcão onde me devia dirigir, porque era prioritário. O que foi bom, para quem não estava grávido nem suficientemente idoso para ter direito a tais mordomias.

A importância que têm nos hospitais este tipo de voluntariado, especialmente quando as pessoas estão mais fragilizadas.

Retirado o sangue era altura de ir comprar o jornal Público e finalmente tomar o pequeno almoço. Fui parar a um café, nas proximidades do mercado de Carnaxide onde fiz este pequeno intervalo para leitura e matabichar, antes de passar às próximas provas (RX e ECG).

Qual não foi o meu espanto, ao verificar que ao fim de alguns minutos as mesas da esplanada à minha volta estavam repletas de famílias espanholas, também a tomar o pequeno almoço. Não percebi. Carnaxide não está assim tão próximo da praia e não me consta que seja um normal destino turístico. A não ser que a fama do verbo "isaltinar" seja já tão grande que já se façam excursões atá cá, para ver como se faz.
Passei então aos outros exames.
Deram-me então folga para ir almoçar fora com a Margarida e voltar mais tarde. Fomos a um tasco, muito bom, que conheci recentemente: "
O Rastilho" em Barcarena.

Nas minhas novas responsabilidades na empresa tenho, por vezes, de andar por aí, na procura de terrenos para as infraestruturas necessárias à nossa actividade de distribuição de energia e nos contactos com outras entidadades, oficiais e privadas. O que é muito interessante.

Nos últimos anos, a minha actividade profissional tinha estado um pouco adormecida. Depois das azáfamas intensas e estimulantes que tive na área internacional da EDP, durante doze anos, passei então para outra estrutura onde as coisas, para mim, infelizmente, não funcionaram com o mesmo entusiasmo. Fui reclamando, fui fazendo o que me era pedido, mas não era a mesma coisa. E quando não se dá uso apropriado aos neurónios, eles vão adormecendo...

Ainda bem que as coisas estão a mudar. E é curioso que tudo isto aconteça no ano de 2009, em que o meu coração se estragou e agora depois de recauchutado poderá então ser-lhe dado um novo uso.

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