Burocracia (2)

Um destes dias o jornal Público dava conta da demora de 10 dias de um qualquer despacho sobre a prisão de Paulo Pedroso, entre duas instâncias da justiça portuguesa.
Como se este tipo de demora não fosse o habitual na vida dos portugueses.
Quem de entre nós não teve já a grata experiência de ter qualquer coisa para resolver com os serviços públicos portugueses, ou de empresas de serviços, e não teve de esperar um horror de tempo para que os papéis passassem de um lado para o outro, até chegar a quem tem, finalmente, o poder de assinar, e depois de um carimbo ou selo branco lá temos o assunto a caminho da resolução.
Cada um de nós tem de certeza experiências interessantes que poderia contar.
Eu aproveito para relatar uma experiência interessante, mas ao contrário.
No início deste ano tive necessidade de criar uma empresa. Depois de uma consulta na Internet e de alguns conselhos de amigos, fui ao Centro de Formalidades de Empresas, e no prazo indicado, apenas 7 dias, tudo foi tratado e com um mínimo de burocracia, lá ficou criada a empresa. Nem parecia que se estava em Portugal. É certo que em países desenvolvidos estes assuntos se resolvem em 24 horas, mas já é um bom princípio.
Mas agora estou à espera, sete meses depois, que se faça a publicação dos respectivos estatutos no Diário da República, para a qual, naturalmente, paguei então as respectivas custas…
Lá cai a nódoa no pano.
ajp

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